O Conselho Universitário da Uerj decidiu revogar, por unanimidade, o título de doutor honoris causa dado ao general Emílio Garrastazu Médici em 1974. Essa decisão foi baseada em um parecer da Comissão da Verdade e da Memória, que afirmou que Médici não atendia aos critérios para receber a honraria. O parecer destacou que, durante seu governo, ocorreram graves violações de direitos humanos, incluindo 98 mortes por motivos políticos e 180 casos de abusos. A comissão enfatizou a importância de reconhecer a memória das vítimas da ditadura.
O Conselho Universitário da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiu, por unanimidade, revogar o título de doutor honoris causa concedido ao general Emílio Garrastazu Médici em 1974. A decisão foi tomada em reunião realizada na sexta-feira, 9 de maio de 2025, e fundamenta-se em um parecer da Comissão da Verdade e da Memória.
A Comissão, criada em 2024, analisou as ações de Médici durante seu governo, que ocorreu entre 1969 e 1974, e destacou as graves violações de direitos humanos ocorridas nesse período. O parecer afirma que Médici não atendia aos critérios para receber a honraria, que deve ser concedida a personalidades que se destacaram por suas contribuições à cultura ou à humanidade.
O documento ressalta que o ex-presidente foi um dos principais conspiradores do golpe militar de 1964 e que, sob sua administração, noventa e oito pessoas foram mortas por motivos políticos. Além disso, foram registrados cento e oitenta casos de graves violações de direitos humanos durante seu governo. A decisão da Uerj busca reafirmar a memória das vítimas da repressão e a importância da verdade histórica.
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