A Unigel decidiu aceitar um acordo com a Petrobras para reabrir duas fábricas de fertilizantes que estavam fechadas há dois anos. Inicialmente, a Unigel havia recusado a proposta, mas, após pressão política e discussões intensas no conselho, a decisão foi formalizada. O novo acordo exige que a Unigel participe de uma licitação para escolher quem vai operar as fábricas. A Petrobras, que já havia tentado um acordo anterior que não foi aceito, agora vê a Unigel como a única opção viável para retomar a produção. A situação é complicada, pois a Unigel enfrentou prejuízos devido ao aumento do preço do gás natural e à queda nos preços dos fertilizantes. O acordo final foi aprovado com votos a favor de conselheiros ligados ao governo, mas ainda gerou descontentamento entre alguns membros do conselho. A pressão para salvar a Unigel vem de um grupo de políticos da Bahia, que tem interesse em evitar a falência da empresa.
A Unigel aceitou o acordo da Petrobras para reativar duas fábricas de fertilizantes na Bahia e em Sergipe, que estão fechadas desde 2023. A decisão foi formalizada na reunião do Conselho de Administração na última sexta-feira, após pressão política e discussões intensas.
O novo acordo, que a Unigel inicialmente recusou, exige a participação da empresa em uma licitação para a operação das fábricas. Interlocutores da Petrobras afirmam que a Unigel tentou modificar os termos do acordo, mas não obteve sucesso. A empresa busca garantir receita e capital para retomar a produção, após desativar as plantas devido a prejuízos.
A proposta original previa que a Petrobras abriria mão de um pleito de R$ 1,4 bilhão na Justiça e pagaria R$ 200 milhões para a Unigel operar as fábricas sem licitação. No entanto, essa condição gerou preocupações entre os conselheiros da Petrobras, que temiam repercussões legais. A CEO da Petrobras, Magda Chambriard, cedeu às pressões e o acordo foi alterado para incluir a licitação.
A votação do acordo foi aprovada com sete votos favoráveis e quatro contrários. A reativação das fábricas é uma prioridade do governo Lula, que busca fortalecer o setor de fertilizantes. A Unigel arrendou as fábricas em 2020, mas enfrentou dificuldades financeiras devido à alta nos preços do gás natural e à queda nos preços dos fertilizantes.
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