Mais de 57 milhões de brasileiros vivem em municípios com desenvolvimento considerado baixo ou crítico, segundo o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal de 2023. Essa situação afeta 47,3% das cidades do país, com 87% dos municípios do Norte-Nordeste enfrentando essas dificuldades. Enquanto isso, apenas 1,9% das cidades melhoraram sua avaliação nos últimos dez anos. Os problemas incluem pressão sobre a saúde, segurança e falta de mão de obra qualificada. As prefeituras são responsáveis por falhas em serviços básicos e pela falta de um ambiente que favoreça empregos e renda. O índice foi calculado com dados de 5.550 municípios e mostra que 80% das cidades do Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão em níveis de desenvolvimento alto ou moderado. O Amapá é o estado com a pior situação, onde 100% da população vive em municípios com condições ruins. Em contraste, Brasília, São Paulo e Santa Catarina estão entre os melhores. Apesar de 89% dos municípios terem melhorado de posição em dez anos, a maioria ainda enfrenta desafios significativos. O Rio de Janeiro está em uma posição intermediária, com 31,9% da população em situação insatisfatória, e Niterói, que já foi bem classificada, caiu dez posições no ranking. A pesquisa destaca a falta de recursos e a ineficiência das prefeituras em implementar políticas públicas eficazes.
Mais de 57 milhões de brasileiros vivem em municípios com desenvolvimento baixo ou crítico, segundo o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal de 2023. O relatório, elaborado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), revela que 47,3% das cidades do país estão nessa situação, refletindo disparidades regionais significativas.
A pesquisa mostra que 87% dos municípios do Norte-Nordeste enfrentam desenvolvimento insatisfatório. Em contraste, 80% das cidades do Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão em patamares altos ou moderados. O Amapá destaca-se negativamente, com 100% da população vivendo em condições precárias. Outros estados com altos índices de desenvolvimento crítico incluem Maranhão (77,6%), Pará (74,6%), Bahia (70,5%) e Piauí (65%).
Desigualdade Regional
O estudo abrange 5.550 dos 5.570 municípios brasileiros e evidencia que, apesar de 89% das cidades terem melhorado sua posição nos últimos dez anos, apenas 1,9% alcançou a avaliação mais alta. O Estado do Rio de Janeiro apresenta uma situação intermediária, com 31,9% da população em condições insatisfatórias. Niterói, que já foi destaque em qualidade de vida, caiu para a 11ª posição no Índice Firjan.
As prefeituras enfrentam a responsabilidade por falhas em serviços básicos, como saúde e educação. A falta de políticas públicas eficazes é atribuída a uma combinação de inépcia e escassez de recursos. A pesquisa sugere que, sem programas de governo bem estruturados, a situação não deve melhorar.
Necessidade de Ação
O relatório ressalta a importância de uma articulação mais eficaz entre prefeitos e governadores para promover investimentos em infraestrutura. Desavenças políticas podem agravar a situação da população mais vulnerável, que paga um preço alto pela falta de desenvolvimento. A pressão sobre o sistema de saúde e a escassez de mão de obra qualificada são consequências diretas desse cenário.
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