O Ministério Público do Paraná pediu a cassação do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, e do vice, Paulo Martins, por abuso de poder. Eles são acusados de coagir funcionários públicos a fazer doações para a campanha eleitoral. Um áudio vazado mostra um superintendente da prefeitura dizendo que os servidores deveriam comprar convites de R$ 3 mil para um jantar de arrecadação e ameaçando demitir quem não participasse. A prefeitura demitiu o superintendente e afirmou que repudia essa prática. A denúncia foi feita por uma adversária política de Pimentel e a promotora eleitoral pediu a cassação e inelegibilidade dos envolvidos, citando a rápida demissão do superintendente como indício da gravidade da situação. A defesa dos acusados argumentou que as gravações eram ilegais, mas a promotora rejeitou esse argumento.
O Ministério Público do Paraná solicitou a cassação dos mandatos do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), e do vice-prefeito, Paulo Martins (PL), por abuso de poder político. As acusações surgiram após um áudio vazado que revela coação de servidores para doações de campanha.
O caso veio à tona com a divulgação de uma gravação de uma reunião, onde Antônio Carlos Pires Rebello, ex-superintendente de Tecnologia e Informação, orientava servidores a comprarem convites de R$ 3 mil para um jantar de arrecadação. Rebello também ameaçou demitir aqueles que não participassem, afirmando que o valor era para “ajudar a campanha” e que o método era “melhor do que fazer caixa 2”.
Após o vazamento, a prefeitura exonerou Rebello e repudiou a prática, afirmando que os fatos seriam apurados. A denúncia foi feita por Cristina Graeml, adversária política de Pimentel, e chegou ao Ministério Público Eleitoral. A promotora eleitoral, Cynthia Maria de Almeida Pierri, manifestou-se a favor da cassação e inelegibilidade de Pimentel, Martins e Greca, citando a rápida exoneração de Rebello como indício da gravidade das condutas.
A promotora também rejeitou a defesa dos investigados, que alegou que as gravações eram clandestinas e, portanto, não poderiam ser usadas como prova. O GLOBO tenta contato com as defesas dos envolvidos e com a prefeitura de Curitiba.
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