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Câmara define rito para discutir suspensão de ações penais contra deputados

Câmara define rito para discutir suspensão de ações penais contra deputados, mas medida é criticada por limitar debate e emendas.

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, estabeleceu um novo procedimento para discutir pedidos de suspensão de ações penais contra deputados. Essa suspensão é um direito constitucional, mas a Câmara ainda não havia votado sobre isso. Recentemente, os deputados decidiram suspender uma ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem, que está ligado a uma tentativa de golpe do ex-presidente Jair Bolsonaro. Motta usou normas semelhantes para criar esse rito, já que o regimento interno da Câmara está desatualizado. O novo procedimento pode beneficiar parlamentares, pois limita o debate e impede mudanças no texto. Muitos deputados criticaram essa abordagem, chamando-a de “rito sumário”. O deputado Guilherme Boulos pediu mais tempo para discussão, mas isso não aconteceu. A deputada Natália Bonavides também questionou o rito, afirmando que deveria haver mais debate e possibilidade de emendas.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), estabeleceu um rito para discutir pedidos de suspensão de ações penais contra parlamentares. A decisão foi anunciada na quarta-feira, 8 de maio, e ocorre em um contexto onde a suspensão de processos é um direito constitucional, mas ainda não havia sido regulamentada pela Casa.

O rito foi definido após a Câmara decidir suspender uma ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), relacionado à tentativa de golpe durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Motta se baseou em normas semelhantes, já que o regimento interno da Câmara está desatualizado e não aborda adequadamente o procedimento para votação em plenário.

Críticas ao Rito

Parlamentares criticaram o rito como um “rito sumário”, que limita o debate e a possibilidade de emendas. O deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) solicitou a abertura de um período de discussão, mas a proposta não foi aceita. A deputada Natália Bonavides (PT-RN) também questionou a validade do rito, afirmando que não havia justificativa regimental para a forma como foi conduzido. Ela destacou que a análise deveria ocorrer por meio de uma resolução, permitindo maior debate e propostas de alteração.

Motta, antes da votação, citou dispositivos que lhe conferem a autoridade de organizar os trabalhos legislativos e manter a ordem na Casa. A medida, segundo críticos, pode favorecer parlamentares alvos de ações penais ao restringir a obstrução e impedir modificações no texto.

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