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Mães lutam por justiça após perderem filhos para a violência policial em SP

Mães que lutaram contra a violência policial em São Paulo faleceram sem ver justiça, evidenciando a impunidade persistente no estado.

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Quatro mães que lutaram contra a violência policial em São Paulo morreram sem ver justiça pelos filhos assassinados. Francilene, Evanira, Maria das Graças e Cecília se tornaram símbolos de resistência. Francilene perdeu o irmão durante os Crimes de Maio em 2006 e morreu sem saber o que aconteceu com ele. Evanira perdeu o filho no massacre de Paraisópolis em 2019 e também não viu os responsáveis serem punidos. Maria das Graças, que perdeu o filho no mesmo massacre, morreu de câncer, e sua dor foi agravada pela perda. Cecília, que viu seu filho ser espancado por policiais, fundou uma ONG em sua memória, mas também faleceu sem ver justiça. Esses casos mostram a impunidade em relação à violência policial, com uma pesquisa revelando que nenhum policial foi denunciado por mortes em intervenções policiais entre 2018 e 2024. As histórias dessas mães refletem a dor e a luta por justiça que continuam sem resposta.

Quatro mães que lutaram contra a violência policial em São Paulo faleceram sem ver justiça pelos filhos assassinados. Neste domingo, 11 de maio, Dia das Mães, o g1 relembra as histórias de Francilene Gomes, Evanira da Silva, Maria das Graças e Cecília Lopes, que se tornaram símbolos de resistência. As mortes dessas mulheres expõem a impunidade e a dor de mães que buscam respostas das instituições.

Evanira da Silva, 57 anos, morreu em 29 de abril sem ver os responsáveis pelo massacre de Paraisópolis, onde seu filho Eduardo, de 21 anos, foi uma das nove vítimas. A Polícia Militar alegou que os jovens morreram acidentalmente após serem encurralados e pisoteados. O processo judicial ainda está em fase de instrução, e os policiais envolvidos permanecem em liberdade.

Maria das Graças Reis da Silva, 70 anos, também faleceu sem justiça. Ela perdeu o filho Bruno Gabriel durante o mesmo massacre. A dor da perda agravou um câncer que a levou em março do ano passado. Sua filha, Vanine Siqueira, destaca que a falta de justiça é uma constante para mães que enfrentam essa tragédia.

Cecília Lopes, que fundou a ONG Lucas Vive em homenagem ao filho Lucas, foi outra vítima da impunidade. Lucas foi assassinado em 2019 após ser espancado por policiais em Sorocaba. Cecília morreu em 28 de abril, sem ver os responsáveis pelo crime serem punidos. Seu filho Israel Lopes de Azevedo afirma que a dor da perda destruiu a vontade de viver da mãe.

Francilene Gomes, conhecida como Fran, perdeu o irmão Paulo durante os Crimes de Maio em 2006. Ela morreu em setembro do ano passado, sem ver justiça. O episódio resultou na morte de mais de quinhentos civis, a maioria jovens negros das periferias. Fran se tornou uma referência na luta pelos direitos humanos e fundou o movimento Mães de Maio.

Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) revelou que nenhum policial foi denunciado pelas 946 mortes decorrentes de intervenções policiais em São Paulo entre 2018 e 2024. A Secretaria da Segurança Pública afirmou que as forças de segurança não compactuam com excessos e que todos os casos são investigados.

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