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Mulheres protestam por igualdade na Igreja Católica durante eleição de novo papa

Protestos marcam o conclave que elegeu o papa Leão 14, evidenciando a luta por igualdade de gênero na Igreja Católica.

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Durante o conclave que elegeu o papa Leão 14, mulheres protestaram contra a exclusão de gênero na Igreja Católica, enquanto algumas conseguiram cargos administrativos, mas sem mudanças significativas. Freiras cuidaram da cozinha e da arrumação para os cardeais, mas a socióloga Tabata Tesser destacou que as mulheres ainda realizam muitos trabalhos invisíveis nas paróquias, como organizar eventos e cuidar dos idosos, sem poderem ocupar posições de liderança. O Código do Direito Canônico permite apenas que homens sejam ordenados sacerdotes, e Leão 14 afirmou que a ordenação de mulheres não resolveria os problemas da Igreja. Kate McElwee, ativista católica, usou fumaça rosa para protestar, simbolizando a luta por igualdade. Historicamente, as mulheres tiveram papéis importantes na Igreja primitiva, mas hoje enfrentam barreiras, como a exclusão do diaconato. O papa Francisco já discutiu a possibilidade de incluir mulheres em funções de liderança, mas não tomou decisões concretas. Algumas mulheres ganharam destaque no Vaticano, mas ainda não há mudanças estruturais que permitam a inclusão feminina em debates sobre reformas importantes.

Durante o conclave que elegeu o papa Leão 14, mulheres protestaram contra a exclusão de gênero na Igreja Católica. Enquanto algumas conseguiram cargos administrativos, a estrutura de poder permanece predominantemente masculina. As freiras, que cuidaram da logística do conclave, simbolizam a contribuição feminina invisibilizada na Igreja.

A socióloga da religião Tabata Tesser destaca que as mulheres são fundamentais para a dinâmica comunitária nas paróquias, mas ainda enfrentam barreiras para ocupar posições de liderança. O Código do Direito Canônico limita a ordenação sacerdotal a homens, o que perpetua a desigualdade de gênero. Leão 14, em declarações anteriores, afirmou que a ordenação de mulheres não resolveria os problemas da Igreja.

Durante o protesto, ativistas da Conferência de Ordenação de Mulheres usaram fumaça rosa para simbolizar a luta por igualdade. A coordenadora do grupo, Kate McElwee, afirmou que a manifestação era um sinal de esperança para que a Igreja reconheça as mulheres como iguais. Historicamente, as mulheres tiveram papéis significativos na Igreja primitiva, mas atualmente são excluídas de funções clericais.

O papa Francisco já descartou a inclusão de mulheres no diaconato, uma função que poderia permitir maior participação feminina. Em entrevistas, ele reconheceu que as mulheres desempenham funções similares às diaconisas, mas sem o título oficial. Embora algumas mulheres tenham conquistado posições de destaque no Vaticano, como a irmã Raffaella Petrini, a mudança estrutural ainda é limitada.

A discussão sobre a inclusão feminina na Igreja continua, mas sem avanços concretos. O Sínodo da Amazônia, em 2019, e outros encontros recentes não resultaram em mudanças significativas. As mulheres permanecem à margem das decisões sobre reformas profundas, como a ordenação feminina.

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