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Servidores do IBGE criticam novo mapa-múndi com Brasil no centro e sul no topo

Técnicos do IBGE criticam novo mapa-múndi que coloca o Brasil no centro, alegando desvio institucional e comprometimento da credibilidade do órgão.

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Técnicos do IBGE estão insatisfeitos com o lançamento de um novo mapa-múndi que coloca o Brasil no centro e inverte a perspectiva, afirmando que isso atende à agenda pessoal do presidente Marcio Pochmann e prejudica a credibilidade do instituto. O sindicato dos trabalhadores criticou a falta de envolvimento das áreas técnicas na criação do mapa, que poderia ser útil em debates sobre cartografia, mas foi lançado de forma inadequada. Eles alegam que a iniciativa distorce a realidade e compromete a imagem do IBGE, que deve se concentrar em informações técnicas e objetivas. Além disso, mencionaram que essa não é a primeira vez que a gestão ignora alertas sobre desvios institucionais, citando um documento anterior que incluía um prefácio de uma governadora. O sindicato destacou que a gestão atual não está protegendo a integridade do IBGE, que pertence ao Estado e à sociedade, e não a indivíduos. O IBGE, por sua vez, defendeu o novo mapa como uma forma de estimular a reflexão sobre o papel do Brasil no mundo, especialmente em um ano em que o país preside o BRICS e o Mercosul.

Técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) manifestaram descontentamento com o lançamento de um novo mapa-múndi que coloca o Brasil no centro, mas com a perspectiva invertida, onde o sul aparece no topo. A iniciativa, promovida pelo presidente Marcio Pochmann, é vista como um desvio da função técnica do órgão.

O sindicato dos trabalhadores do IBGE, Assibge-SN, criticou a falta de envolvimento das áreas técnicas na elaboração do mapa, afirmando que ele parece atender a interesses pessoais de Pochmann. O sindicato destacou que, embora o mapa não contenha erros técnicos, sua divulgação inadequada compromete a credibilidade do instituto.

Em um manifesto, os servidores expressaram que a nova publicação não possui respaldo técnico reconhecido internacionalmente. A unidade do IBGE na Avenida Chile, no Rio de Janeiro, que abriga cerca de setecentos trabalhadores, considera a iniciativa uma distorção da realidade que prejudica a imagem do IBGE, que é respeitado globalmente.

Os servidores também lembraram que essa polêmica não é isolada, referindo-se a um documento anterior que incluía um prefácio da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, o que também foi criticado como um desvio institucional. O núcleo sindical enfatizou que a responsabilidade pelos desvios recai sobre a gestão atual, que tem priorizado a imagem em detrimento da função pública do IBGE.

O IBGE, em nota, defendeu o lançamento do novo mapa como uma forma de estimular a reflexão sobre a posição do Brasil no mundo contemporâneo. O mapa destaca países do BRICS, do Mercosul e aqueles que compartilham o bioma amazônico, além de cidades brasileiras. A gestão atual justifica a ação como parte de uma estratégia para debater a importância do Sul Global e a crescente relevância do Brasil no cenário internacional.

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