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Burkina Faso é acusado de massacre de civis em operação contra militantes islâmicos

Forças do governo de Burkina Faso e milícias mataram 130 civis em março, revela relatório da Human Rights Watch. Investigação é exigida.

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Forças do governo de Burkina Faso e milícias mataram pelo menos 130 civis em março, principalmente da comunidade Fulani, segundo um relatório da Human Rights Watch. O massacre ocorreu perto da cidade de Solenzo, após uma operação das forças especiais do país. A comunidade Fulani, que é muçulmana e pastora, tem sido frequentemente acusada pelo governo de apoiar militantes islâmicos, o que é negado por seus líderes. Aproximadamente 40% do Burkina Faso está sob controle de grupos ligados ao al-Qaeda e ao Estado Islâmico. Apesar das promessas do governo de combater a insurgência, os ataques continuam, resultando em milhares de mortes e milhões de deslocados. O relatório da Human Rights Watch, que se baseou em entrevistas e vídeos, afirma que o exército foi responsável por esses assassinatos em massa. A organização também destacou que mais de 100 civis foram mortos em represálias de grupos jihadistas contra aqueles que ajudaram o governo. A Human Rights Watch pediu investigações sobre esses crimes de guerra. Enquanto isso, o líder da junta militar, Capitão Ibrahim Traoré, se reuniu com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para discutir segurança na região.

Forças do governo de Burkina Faso e milícias mataram pelo menos 130 civis em março, segundo um relatório da Human Rights Watch (HRW). Os ataques ocorreram perto da cidade de Solenzo e atingiram principalmente a comunidade Fulani, que é predominantemente muçulmana. O governo frequentemente acusa os Fulani de apoiar militantes islâmicos, uma alegação que líderes da comunidade negam.

Cerca de 40% do território de Burkina Faso está sob controle de grupos jihadistas ligados ao al-Qaeda e ao Estado Islâmico. A violência resultou em milhares de mortes e milhões de deslocados. Apesar das promessas das autoridades militares para combater a insurgência, os ataques continuam. O relatório da HRW, divulgado na segunda-feira, foi baseado em entrevistas com testemunhas, membros de milícias e análises de vídeos nas redes sociais.

A HRW afirma que as forças armadas de Burkina Faso estão implicadas nas mortes em massa de civis Fulani. Além dos 130 civis mortos em março, pelo menos 100 outros foram assassinados em represálias por grupos jihadistas. A organização de direitos humanos classificou os ataques como crimes de guerra e pediu investigações e punições para os responsáveis.

O relatório surge em um momento em que o líder da junta militar, Capitão Ibrahim Traoré, retornou de uma reunião com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O encontro abordou a cooperação e segurança na região do Sahel, onde Burkina Faso tem buscado apoio russo em vez de depender da França, antiga potência colonial.

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