Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, está internado para tratar de problemas de saúde relacionados a uma facada que sofreu em 2018. Enquanto isso, seus aliados tentam retomar a discussão sobre a anistia para os bolsonaristas envolvidos nos eventos de 8 de Janeiro, que havia perdido força durante sua internação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está trabalhando em um novo projeto para reduzir penas, mas isso gerou desconfiança entre os parlamentares do PL, que se sentem excluídos do processo. A Câmara aprovou um projeto que beneficia Bolsonaro e outros denunciados, mas sua eficácia é questionada por ministros do STF. Apesar das dificuldades, bolsonaristas comemoraram a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça e organizaram protestos em Brasília para pressionar pela anistia. Bolsonaro discursou durante um desses atos, afirmando que a anistia deve ser uma decisão do Parlamento. Enquanto isso, a crise no INSS tem desviado a atenção do público e dos políticos, levando o PL a focar em criticar o governo de Lula. Um líder do Centrão comentou que a proposta de anistia não é bem vista e que a discussão está complicada.
BRASÍLIA — Após três semanas internado, Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados tentam retomar a discussão sobre a anistia para os bolsonaristas envolvidos nos eventos de 8 de Janeiro. A internação de Bolsonaro, que ocorreu devido a problemas de saúde relacionados a uma facada sofrida em 2018, fez com que a pauta perdesse força.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está propondo um novo projeto para reduzir as penas dos envolvidos nos ataques. As conversas sobre a anistia desaceleraram desde que Alcolumbre tomou a frente da pauta. O projeto está sendo negociado com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o Supremo Tribunal Federal (STF), o que gerou desconfiança entre os parlamentares do PL.
Bolsonaristas consideram a ação de Alcolumbre como “protelatória” e afirmam que não foram consultados na elaboração do texto. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) criticou a proposta, afirmando que ela foi feita por pessoas que não deveriam estar envolvidas, como o STF. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expressou que a prioridade deve ser a anistia completa, não apenas a redução de penas.
Na última semana, a Câmara aprovou um projeto que suspende o processo penal contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), beneficiando também Bolsonaro e outros 32 denunciados por atos golpistas. No entanto, a eficácia desse projeto é questionada, já que ministros do STF consideram que ele extrapola a legislação vigente.
Bolsonaro, mesmo após sua internação, discursou em um ato em Brasília, que reuniu cerca de quatro mil pessoas. Ele afirmou que a anistia é um ato político exclusivo do Parlamento e que não deve haver contestação dos demais Poderes. O evento foi organizado para pressionar a aprovação do perdão aos apoiadores presos pelos ataques aos Três Poderes.
Enquanto isso, a crise gerada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva em relação a irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desviou a atenção da pauta da anistia. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou o governo em um vídeo que alcançou 134 milhões de visualizações, intensificando a pressão sobre o governo.
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