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Discord se torna foco de investigações por crimes de ódio e violência no Brasil

Aumento de crimes no Discord gera alerta; investigações revelam planos de ataques e apologia à violência em comunidades fechadas.

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Recentemente, a Polícia do Rio de Janeiro e o Ciberlab investigaram um grupo no Discord que planejava um ataque durante um show da Lady Gaga. O Discord, que começou como uma plataforma para gamers, tem sido associado a crimes de extremismo e violência, com um aumento de 172,5% nas denúncias relacionadas à plataforma. Um caso chocante envolveu uma transmissão ao vivo em que um homem matou um cachorro enquanto espectadores pediam mais crueldade. O delegado Alesandro Barreto, do Ciberlab, destacou que o Discord tem sido usado para transmitir atos cruéis e que a plataforma é um espaço onde discursos de ódio se proliferam. Em resposta a esses problemas, o deputado Guilherme Boulos pediu ao Ministério Público Federal a suspensão do Discord no Brasil. A plataforma, por sua vez, afirmou que está colaborando com as autoridades e que possui uma política de tolerância zero para atividades ilegais. Pesquisadores apontam que o formato fechado do Discord facilita a radicalização, pois as comunidades criam conteúdo apenas para seus membros, dificultando a moderação e permitindo a propagação de ideologias extremistas. Além disso, a falta de controle nas transmissões ao vivo torna mais difícil a investigação de crimes.

O Discord, plataforma originalmente criada para gamers, enfrenta crescente escrutínio devido a casos de extremismo e violência. Recentemente, o Ciberlab e a Polícia do Rio de Janeiro investigaram um grupo que planejava um ataque durante um show da cantora Lady Gaga. Esse incidente é parte de um aumento alarmante de 172,5% nas denúncias relacionadas à plataforma.

O delegado Alesandro Barreto, coordenador-geral do Ciberlab, relatou que duzentas pessoas assistiram ao vivo a uma cena de crueldade, onde um homem matou um cachorro enquanto outros incentivavam a violência. Barreto destacou que o Discord tem sido um espaço onde atrocidades são transmitidas ao vivo, o que agrava a situação. Em abril, investigações em quatro estados revelaram que grupos no Discord estavam envolvidos em atentados contra moradores de rua.

A Preocupação das Autoridades

Casos de crimes digitais, como o de um homem conhecido como “Hitler da Bahia”, que foi preso por estupro virtual e outros crimes, têm chamado a atenção de autoridades e pesquisadores. Tatiana Azevedo, especialista em movimentos extremistas online, afirmou que o Discord é atualmente a plataforma que mais preocupa. Ela observou que a natureza fechada dos servidores do Discord facilita a formação de comunidades extremistas.

O aumento nas denúncias inclui crimes de apologia e incitação à violência, homofobia e pornografia infantil. O Ciberlab tem colaborado com o Discord em investigações, mas Barreto expressou preocupação com a frequência de transmissões de cenas cruéis na plataforma. O deputado federal Guilherme Boulos solicitou ao Ministério Público Federal a suspensão do Discord no Brasil, citando os recentes casos de criminalidade.

Resposta do Discord

Em resposta às críticas, o Discord declarou que está preocupado com a forma como a plataforma tem sido retratada e reafirmou sua política de tolerância zero para atividades ilegais. A empresa afirmou que tem colaborado com as autoridades e que suas ações resultaram em prisões e na prevenção de atividades criminosas.

Pesquisadores apontam que a estrutura do Discord, que permite comunidades fechadas, contribui para a radicalização. A dificuldade de moderação e a natureza privada dos servidores tornam o controle mais desafiador. Azevedo destacou que as transmissões ao vivo de atos violentos são particularmente problemáticas, pois não ficam registradas para investigações futuras.

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