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Estudantes da Columbia enfrentam medo e cortes em meio à crise acadêmica atual

Cortes orçamentários na Universidade de Columbia geram medo entre estudantes e afetam pesquisas, enquanto a instituição enfrenta crise.

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Biliana, uma estudante da Universidade de Columbia, está preocupada com a possibilidade de ser presa pela imigração enquanto se prepara para as provas. Os professores da universidade estão lutando para manter suas pesquisas após cortes de financiamento do governo Trump, que alega que as universidades fomentam o antissemitismo. O clima no campus é tenso, e muitos estudantes, como Biliana, evitam se manifestar ou compartilhar opiniões nas redes sociais por medo de represálias. A universidade perdeu US$ 400 milhões em ajuda federal e cortou 180 cargos de pesquisa. Isso afeta projetos importantes, como o de uma professora que não consegue avançar em sua pesquisa sobre autismo devido à falta de financiamento. Outro professor teve subsídios retirados sem explicação, o que prejudica a formação de novos pesquisadores. Apesar das dificuldades, alguns professores acreditam que é importante continuar com o trabalho acadêmico, pois isso é um ato de resistência contra a agenda do governo.

Biliana, estudante da Universidade de Columbia, enfrenta um clima de medo enquanto se prepara para as provas. A jovem teme represálias da imigração e evita manifestações, especialmente após a prisão de estudantes estrangeiros. “Estamos apenas tentando ir às aulas normalmente, mas a situação é aterrorizante”, afirma.

Os cortes orçamentários impostos pelo governo Trump, que acusam universidades de fomentar o antissemitismo, impactaram severamente a Columbia. A instituição perdeu US$ 400 milhões em auxílio federal e, recentemente, anunciou a demissão de 180 funcionários de pesquisa. Professores lutam para manter seus projetos diante da escassez de financiamento.

A professora de psiquiatria, Rebecca Muhle, relata que sua bolsa de pesquisa sobre autismo está “no limbo”, sem financiamento garantido. “Não posso contratar ninguém nem fazer grandes investimentos porque não tenho o próximo nível de financiamento”, lamenta. A situação é semelhante para outros projetos, que permanecem sem apoio oficial.

Matthew Connelly, professor de História, também foi afetado. Ele teve dois subsídios do Fundo Nacional para as Humanidades (NEH) cancelados sem justificativa. Esses fundos eram essenciais para um programa de treinamento sobre arquivamento de dados históricos. “Os perdedores serão aqueles que não terão mais acesso a esses cursos de treinamento”, destaca.

A presidente interina da universidade, Claire Shipman, afirmou que as negociações com o governo ainda estão em andamento. Enquanto isso, a comunidade acadêmica se vê em um cenário de incerteza e caos, com muitos professores afirmando que a continuidade das pesquisas está ameaçada. “Esse não é apenas um ataque à Columbia, mas um ataque à sociedade civil”, conclui Oscar Wolfe.

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