A cooperativa Galivivienda, escolhida pela Xunta de Galicia, prometeu construir 224 apartamentos de aluguel social em A Coruña com aluguéis acessíveis por 50 anos. No entanto, após 15 meses, as condições mudaram e agora as famílias precisam pagar 975 euros por mês, o que gerou protestos e desinteresse no projeto. Inicialmente, o aluguel era de até 500 euros, mas agora inclui uma contribuição de capital de 475 euros mensais por 10 anos, totalizando 975 euros. Muitos cooperativistas, com salários médios de 1.500 euros, consideram essa quantia insustentável. A Galivivienda justifica a mudança como uma exigência do Instituto de Crédito Oficial para conseguir um empréstimo de 36 milhões de euros necessário para a construção. O projeto, que deveria ajudar famílias de baixa renda, agora é visto como injusto, pois pode beneficiar pessoas que podem pagar uma hipoteca. Além disso, a cooperativa enfrenta dificuldades financeiras e ainda não iniciou as obras, o que coloca em risco uma ajuda de mais de 10 milhões de euros da União Europeia, que exige que os edifícios sejam concluídos até 2026.
A cooperativa Galivivienda foi escolhida pela Xunta de Galicia para construir 224 apartamentos de aluguel social em A Coruña, com a promessa de aluguéis acessíveis por 50 anos. No entanto, após 15 meses, as condições de aluguel mudaram, gerando protestos entre os cooperativistas.
Os novos termos exigem um pagamento mensal total de R$ 975,00, que inclui uma contribuição de capital de R$ 475,00 por mês, além do aluguel de até R$ 500,00. Essa alteração levou à insatisfação de muitos cooperativistas, resultando na saída de quase 80 deles. Os protestos refletem a dificuldade de arcar com os novos valores, especialmente para famílias com renda média de R$ 1.500,00.
A Galivivienda, responsável pelo projeto, alega que as mudanças foram impostas pelo Instituto de Crédito Oficial (ICO), que condicionou o financiamento de R$ 36 milhões ao aumento das contribuições. O gerente da cooperativa, Rafael de los Reyes Román Medina, defende que os novos valores não são abusivos, considerando o limite de renda anual de R$ 38 mil para as famílias.
Críticas e Consequências
A situação gerou críticas sobre a natureza social do projeto. O Ministério de Habitação expressou preocupação com a possibilidade de que o projeto perca seu caráter social, alertando que isso pode afetar outras iniciativas semelhantes em toda a Espanha. A Xunta defende que a responsabilidade pela situação é do ICO e reafirma a importância da colaboração público-privada.
Além disso, a cooperativa enfrenta dificuldades financeiras, pois ainda não iniciou a construção dos edifícios, apesar de já ter recebido licenças da prefeitura. O governo local informou que a Galivivienda não pagou as taxas necessárias para dar início às obras, o que pode comprometer uma ajuda de R$ 10 milhões de fundos europeus, que exige a conclusão das construções até meados de 2026.
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