A juíza Lucia Glioche vai ouvir Regina Lemos Gonçalves, de 89 anos, como testemunha em um caso de feminicídio. Regina, viúva do fundador dos baralhos Copag, foi internada em dezembro de 2021 após uma queda, e sua família acusa seu ex-companheiro, José Marcos, de tentativa de feminicídio. A audiência está marcada para hoje, e José Marcos, que está foragido, poderá participar virtualmente. Regina, que não está interditada e foi considerada lúcida, será acompanhada por seus advogados e um curador. A juíza destacou que a palavra da vítima é muito importante, especialmente em casos que ocorrem em casa. José Marcos também enfrenta acusações de cárcere privado, violência psicológica e furto. A defesa dele se apresentou recentemente, mas a Justiça determinou que ele e seus advogados fiquem afastados de Regina.
A juíza Lucia Glioche ouvirá Regina Lemos Gonçalves, de 89 anos, como testemunha no processo de feminicídio contra seu ex-companheiro, José Marcos Chaves Ribeiro. A audiência está marcada para hoje, às 12h. Regina, viúva do fundador dos baralhos Copag, foi internada após uma queda em dezembro de 2021, e sua família alega que José Marcos é responsável pela tentativa de feminicídio.
Regina foi hospitalizada no Hospital Marcos Moraes, no Méier, Zona Norte do Rio, e passou por uma cirurgia para drenagem de hematoma subdural crônico bilateral. A juíza destacou que o quadro clínico da vítima indica a possibilidade de feminicídio, o que é um indício suficiente de materialidade do crime. Como Regina não está interditada e exames confirmaram sua lucidez, ela poderá depor.
Detalhes do Processo
A audiência contará com a presença dos advogados de Regina, Marcelo Coelho Pereira e Beatriz Abrahão de Oliveira, além do curador nomeado para acompanhá-la, Julio Matuch de Carvalho. A defesa de José Marcos, que está foragido há mais de cinco meses, poderá participar virtualmente. A juíza autorizou essa medida para garantir o direito de defesa do acusado.
Recentemente, a nova defesa de José Marcos se habilitou no processo e apresentou uma petição que mantém seu estado civil como união estável, apesar de uma decisão que suspendeu essa situação. Ele está declarado desempregado e reside no Edifício Chopin, em Copacabana, onde Regina também mora. A Justiça determinou que José Marcos e seus advogados permaneçam afastados de Regina durante o processo.
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