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SAP abandona políticas de diversidade e inclusão para atender exigências do governo Trump

SAP abandona metas de diversidade de gênero nos EUA após exigências do governo Trump, afetando políticas de inclusão e remuneração.

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A SAP, uma grande empresa de software da Alemanha, decidiu parar de seguir suas metas de diversidade de gênero nos Estados Unidos. Essa mudança foi confirmada por um porta-voz da empresa e ocorre após o governo Trump declarar ilegais programas que promovem diversidade e inclusão. A SAP tinha uma meta de que 40% de seus funcionários fossem mulheres, mas agora não irá mais aplicar essa meta, nem as cotas para mulheres em cargos de gestão. Além disso, a diversidade de gênero não será mais um critério para a remuneração de seu conselho de administração, e o departamento de diversidade será integrado a outro setor. A empresa, que tem cerca de 120 mil funcionários no mundo, afirmou que ainda quer criar um ambiente de trabalho inclusivo, mas precisa seguir as leis de cada país onde atua.

A SAP, gigante de software alemã, abandonará suas metas de diversidade de gênero nos Estados Unidos em resposta a exigências do governo Trump. A decisão foi confirmada por um porta-voz da empresa à AFP no domingo, 11 de maio de 2025.

A SAP, que emprega cerca de 17 mil pessoas nos EUA, não aplicará mais a meta de que 40% de seus funcionários sejam mulheres. Além disso, as cotas para mulheres em cargos de gestão também não serão mais consideradas. A empresa, com sede em Walldorf, na Alemanha, anunciou que não levará mais em conta a diversidade de gênero como critério de remuneração para seu conselho de administração.

Mudanças nas Políticas de Inclusão

A SAP, que possui uma força de trabalho global de aproximadamente 120 mil funcionários, informou que seu departamento de diversidade e inclusão será incorporado a outro setor. Em um comunicado, a empresa afirmou estar comprometida em criar um ambiente de trabalho inclusivo, mas também em cumprir os requisitos legais de cada país onde atua.

A decisão da SAP ocorre após a assinatura de uma ordem executiva por Donald Trump, que declarou ilegais os programas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Essa ordem ameaça processar empresas que continuem a implementar tais iniciativas. A Câmara de Comércio e Indústria Alemã (DIHK) relatou que várias empresas alemãs receberam notificações da embaixada americana sobre os programas DEI.

Repercussões no Setor

A SAP é uma das primeiras grandes empresas alemãs a abandonar publicamente suas políticas de inclusão. Em abril, a T-Mobile, subsidiária da Deutsche Telekom, também anunciou a redução de suas medidas de DEI. Especialistas alertam que a desidratação das pautas de diversidade pode ter efeitos negativos a longo prazo para as empresas que optarem por essa abordagem.

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