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STF mantém prisão de lobista envolvido em esquema de venda de sentenças judiciais

STF mantém Andreson Gonçalves preso e PF amplia investigações sobre esquema de venda de sentenças no STJ, revelando complexidade maior.

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu manter a prisão de Andreson de Oliveira Gonçalves, envolvido em um escândalo de venda de sentenças judiciais. A defesa dele pediu a transferência para prisão domiciliar, mas o pedido foi negado. As investigações estão revelando uma rede mais complexa do que se pensava, envolvendo lobistas, desembargadores e ex-servidores do Superior Tribunal de Justiça. Andreson está preso em Brasília, enquanto sua esposa, a advogada Mirian Ribeiro Rodrigues, está em prisão domiciliar. O relator do caso, Cristiano Zanin, afirmou que a permanência de Andreson na prisão é necessária para sua segurança e que ele tinha um papel central no esquema de venda de decisões judiciais. A Polícia Federal pediu mais 60 dias para continuar as investigações, que agora mostram um esquema mais sofisticado do que o inicialmente imaginado. Os investigadores descobriram que um motorista recebeu R$ 2,625 milhões de uma empresa de Andreson entre 2019 e 2023, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a prisão do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, envolvido em um escândalo de venda de sentenças judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O julgamento ocorreu no plenário virtual nesta segunda-feira, doze de maio. A defesa de Andreson solicitou sua transferência para prisão domiciliar, mas o pedido foi negado.

As investigações revelam um esquema mais complexo do que se imaginava, envolvendo uma rede de lobistas, desembargadores do Mato Grosso e ex-servidores de quatro gabinetes do STJ. Andreson e sua esposa, a advogada Mirian Ribeiro Rodrigues, estão no centro da apuração. Enquanto ele permanece na penitenciária federal de Brasília, Mirian cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

O relator do caso, Cristiano Zanin, destacou que a permanência de Andreson na penitenciária é necessária para garantir sua segurança. Zanin afirmou que há indícios de que Andreson tinha uma função central no suposto esquema de venda de decisões judiciais. O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

A Polícia Federal (PF) solicitou a prorrogação das investigações por mais sessenta dias, indicando que o esquema de corrupção é mais sofisticado do que inicialmente pensado. Os investigadores descobriram que o motorista João Batista Silva recebeu R$ 2,625 milhões de uma empresa de Andreson entre 2019 e 2023. A PF investiga a possibilidade de lavagem de dinheiro por meio de transferências para contas interpostas e saques em espécie.

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