A Bielorrússia baniu o grupo de direitos humanos Christian Vision, acusando-o de extremismo por documentar abusos de liberdade religiosa. O KGB da Bielorrússia invadiu casas de parentes de ativistas do grupo e coletou amostras de DNA, aumentando a repressão à liberdade de expressão e religião. O Christian Vision, que foi fundado em 2020, é registrado na Lituânia e monitora violações de direitos humanos. Recentemente, suas contas em redes sociais foram rotuladas como extremistas, e três de seus membros foram adicionados a uma lista de extremistas. O coordenador do grupo, Vasilevich, afirmou que essa decisão é uma forma de reconhecer o trabalho deles e que pode colocar em risco a segurança de colaboradores na Bielorrússia. A polícia também coletou DNA de parentes de um ativista, que relatou que a polícia disse que isso ajudaria a “caçá-lo”. O Fórum 18, que reporta sobre direitos humanos, tentou contatar as autoridades bielorrussas, mas não obteve respostas. A nova lei sobre extremismo na Bielorrússia permite que qualquer atividade civil ou de expressão seja considerada extremista, o que preocupa defensores dos direitos humanos.
A Bielorrússia baniu o grupo de direitos humanos Christian Vision, rotulando-o como “extremista” por documentar abusos de liberdade religiosa. O Comitê de Segurança do Estado da República da Bielorrússia (KGB RB) invadiu residências de parentes de ativistas e coletou amostras de DNA, intensificando a repressão à liberdade de expressão e religião.
O Christian Vision, fundado em setembro de 2020, atua na documentação de violações de direitos humanos e liberdade religiosa. O grupo, registrado na Lituânia, teve suas contas em redes sociais como Telegram e Instagram classificadas como extremistas entre agosto de 2023 e março de 2024. A decisão do KGB RB, que ocorreu em 1º de abril, foi acompanhada pela inclusão de três membros na lista de extremistas do Ministério do Interior.
O coordenador do Christian Vision, Vasilevich, afirmou que a decisão do KGB RB é um reconhecimento do trabalho do grupo e reflete a opressão de vozes independentes. Ele destacou que a alegação de extremismo pode comprometer a segurança de colaboradores na Bielorrússia, que agora precisam ser mais cautelosos ao se comunicar com a organização.
Além disso, a polícia bielorrussa invadiu residências de parentes de Dzmitry Korneyenko, um dos ativistas, coletando amostras de DNA sob a justificativa de facilitar sua localização. Korneyenko, que também se opõe à invasão russa da Ucrânia, já enfrenta processos na Rússia e foi rotulado como extremista em abril.
A repressão na Bielorrússia se intensificou com a nova Lei da Religião, que permite a aplicação do conceito de extremismo a diversas atividades civis. A ex-relatora especial da ONU, Anaïs Marin, alertou que essa legislação pode ser usada para silenciar qualquer forma de expressão ou ativismo.
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