Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Escândalo no PAMI: denúncias de corrupção e exigências de retorno salarial emergem

Funcionários do PAMI denunciam pressão para repassar salários ao partido de Javier Milei, enquanto investigações de corrupção se intensificam.

0:00
Carregando...
0:00

O PAMI, que cuida dos serviços sociais para aposentados na Argentina, está enfrentando sérias acusações de corrupção. Funcionários do órgão relataram que foram pressionados a devolver parte de seus salários para ajudar a financiar o partido do presidente Javier Milei. As denúncias surgiram em pelo menos cinco províncias, com uma deputada afirmando que recebeu ordens para repassar um percentual de seu salário. Em Misiones, vários funcionários do PAMI e da ANSES enviaram uma carta ao líder local do partido, pedindo o retorno do dinheiro que foi exigido. O caso já está sendo investigado pela Justiça, assim como outras denúncias em diferentes regiões. O governo de Milei negou qualquer responsabilidade e afirmou que a Justiça deve esclarecer a situação. Além disso, há investigações sobre a compra de produtos com preços inflacionados, como fraldas para adultos, que envolvem valores altos. As irregularidades no PAMI são um tema delicado, especialmente porque o órgão é responsável por serviços essenciais para aposentados, um grupo que já está enfrentando cortes no orçamento.

O Instituto Nacional de Serviços Sociais para Jubilados e Pensionados (PAMI) da Argentina enfrenta um escândalo de corrupção sob a gestão do governo de Javier Milei. Recentes denúncias indicam que funcionários do PAMI foram pressionados a repassar parte de seus salários para financiar o partido La Libertad Avanza (LLA), de Milei. As investigações estão em andamento em pelo menos cinco províncias.

A deputada Viviana Aguirre, que assumiu a direção do PAMI em La Plata, revelou que recebeu ordens para devolver um milhão de pesos. Segundo ela, os funcionários eram obrigados a contribuir com um percentual de seus salários, que variava de cinco por cento para cima, dependendo do valor recebido. Aguirre também mencionou que irregularidades semelhantes ocorrem em outros órgãos, como a Administração Nacional de Segurança Social (ANSES).

Na província de Misiones, funcionários do PAMI e da ANSES enviaram uma carta ao presidente da LLA local, expressando sua insatisfação com a exigência de repasse de dez por cento de seus salários. O caso já está sendo investigado pela Justiça, assim como denúncias similares em Santa Cruz, La Pampa e Chaco. A oposição no Congresso solicitou que o diretor do PAMI, Esteban Leguízamo, e o ministro da Saúde, Mario Lugones, prestem esclarecimentos sobre as acusações.

A Casa Rosada, sede do governo argentino, afirmou não ter responsabilidade sobre os fatos. O porta-voz de Milei, Manuel Adorni, declarou que a Justiça deve investigar as alegações. Além disso, o governo enfrenta outra denúncia de corrupção relacionada à compra de pañais para adultos com sobrepreço, totalizando 460 milhões de dólares. Em resposta, foi anunciada uma nova modalidade de entrega de pañais a domicílio, que promete uma economia de 5 bilhões de pesos por ano.

As irregularidades no PAMI são especialmente preocupantes, pois o órgão é responsável por serviços de saúde para aposentados e pensionados, um grupo vulnerável às recentes medidas de austeridade do governo.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais