O navio Haidar naufragou em 2015 no rio Pará, levando a morte de mais de 4.900 bois e afetando comunidades pesqueiras locais. Em 2018, foi feito um acordo de indenização de R$ 10,65 milhões. Agora, uma nova ação na Justiça da Inglaterra busca £ 108 milhões para 18 mil pessoas impactadas pelo acidente, incluindo pescadores e crianças. A Minerva Foods, responsável pela carga, afirma que a culpa é da empresa de transporte marítimo. A empresa já pagou parte da indenização anterior e diz que não é parte da nova ação. O governo do Pará e a Companhia Docas do Pará, que administra o porto, também estão envolvidos, mas a retirada do navio ainda não aconteceu. A situação continua a afetar a pesca e o turismo na região.
Quase dez anos após o naufrágio do navio Haidar no rio Pará, uma nova ação judicial busca indenização de £ 108 milhões (cerca de R$ 810 milhões) para 18 mil pessoas afetadas. O acidente, ocorrido em 6 de outubro de 2015, resultou na morte de mais de 4.900 bois e impactou comunidades pesqueiras locais.
O naufrágio do Haidar, que ainda permanece submerso no Porto de Vila do Conde, causou danos diretos a cerca de 5.000 pescadores em diversas ilhas da região. Um relatório de 2016 indicou a presença de óleo diesel e carcaças de bois em rios e praias, evidenciando o impacto ambiental do acidente. Em 2018, um acordo de indenização de R$ 10,65 milhões foi firmado, mas a situação continua a gerar descontentamento.
A nova ação foi movida na Justiça inglesa e inclui 10 mil pescadores artesanais, 6 mil pescadores comerciais, 1 mil pessoas não ligadas à pesca e 1 mil crianças. O escritório de advocacia Pogust Goodhead, responsável pela ação, afirma que os danos abrangem tanto prejuízos financeiros quanto morais, afetando ribeirinhos e quilombolas que dependem da pesca.
A Minerva Foods, responsável pela carga, declarou que a responsabilidade pela carga após o embarque é da empresa de transporte marítimo. A empresa também ressaltou que já pagou os R$ 5 milhões acordados e que não é parte em ações no exterior. A Companhia Docas do Pará (CDP) afirmou que a retirada do navio é sua responsabilidade e que já propôs uma ação de indenização contra a Minerva em 2023.
O governo do Pará reiterou que a responsabilidade pela retirada do navio é da autoridade portuária. A situação permanece sem solução, enquanto a região se prepara para a COP30, que discutirá a importância da Amazônia e o impacto das atividades econômicas na região.
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