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Polícia Federal realiza operação contra esquema de venda de decisões no STJ

Operação Sisamnes avança com 11 mandados de busca e apreensão, R$ 20 milhões apreendidos e proibição de saída do país para investigados.

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A Polícia Federal realizou a quinta fase da Operação Sisamnes, cumprindo 11 mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre corrupção no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação apura um esquema de venda de decisões judiciais, com foco em lavagem de dinheiro e corrupção. Durante a ação, foram apreendidos R$ 20 milhões e os investigados estão proibidos de deixar o país. A PF identificou uma rede empresarial que disfarçava a origem das propinas pagas para influenciar decisões judiciais. Até agora, não foram reveladas as identidades dos alvos, mas há suspeitas sobre servidores e magistrados de tribunais estaduais. A operação começou em novembro do ano passado, quando um lobista conhecido foi preso por intermediar interesses ilegais entre advogados e servidores públicos.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (13), a quinta fase da Operação Sisamnes, que investiga um esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação resultou no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão e na apreensão de R$ 20 milhões em bens e valores.

Os alvos da operação incluem advogados, lobistas e servidores públicos. Os investigados estão proibidos de deixar o país, com seus passaportes retidos. A PF apura crimes como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, e evasão de divisas. A investigação revela uma rede empresarial que dissimulava a origem ilícita das propinas pagas para influenciar decisões judiciais.

Detalhes da Investigação

A PF identificou que os suspeitos solicitavam valores para favorecer partes em processos judiciais. Além disso, há investigações sobre o vazamento de informações sigilosas, incluindo detalhes de operações policiais. Até o momento, não foram divulgadas as identidades dos alvos, mas a PF investiga servidores e magistrados de tribunais estaduais.

A primeira fase da Operação Sisamnes ocorreu em novembro do ano passado, resultando na prisão do empresário Andreson Gonçalves, conhecido como “lobista dos tribunais”. Ele foi acusado de intermediar interesses criminosos entre advogados e servidores. Mensagens obtidas pela PF mostraram que Gonçalves compartilhava rascunhos de decisões de processos em que sua esposa, Mirian Ribeiro, atuava como advogada.

Contexto e Implicações

O nome da operação, Sisamnes, faz referência a um juiz da mitologia persa que aceitou suborno para proferir uma sentença injusta. A continuidade das investigações pode levar a novas prisões e desdobramentos, especialmente em relação a possíveis vínculos com magistrados do STJ. A PF segue monitorando a situação e coletando evidências para aprofundar as apurações.

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