William Ruto, presidente do Quênia, tem muitos apelidos, alguns carinhosos e outros críticos. Ele foi vice-presidente por nove anos e sempre esteve envolvido em polêmicas. Recentemente, novos apelidos como “Zakayo” e “Vasco da Ganya” surgiram, refletindo a insatisfação dos jovens com aumentos de impostos e promessas não cumpridas. O apelido Zakayo, que se refere a um cobrador de impostos ganancioso da Bíblia, surgiu após a introdução de impostos impopulares. Muitos quenianos sentem que Ruto traiu os “hustlers”, ou trabalhadores esforçados. Protestos ocorreram em Nairobi contra novas propostas de impostos, e a frase “Ruto deve ir” se tornou um grito de protesto. Outros apelidos, como Vasco da Ganya, brincam com a ideia de que ele mente sobre suas promessas. Apesar das críticas, um porta-voz do governo disse que os apelidos refletem como as pessoas veem o presidente, que está tentando melhorar a economia. No entanto, algumas reações negativas a críticas artísticas, como cartoons, mostram uma falta de tolerância do governo. Jovens quenianos usam esses apelidos como uma forma de expressar sua dor e insatisfação com a situação atual.
William Ruto, presidente do Quênia, enfrenta uma onda de apelidos críticos, como “Zakayo” e “Vasco da Ganya”, em resposta a aumentos de impostos e promessas não cumpridas. O descontentamento é especialmente forte entre os jovens quenianos, que se sentem traídos.
Ruto, que foi vice-presidente por nove anos, sempre esteve cercado de controvérsias. Antes de sua presidência, apelidos como “Hustler” e “Chicken Seller” ajudaram a construir sua imagem como um líder próximo ao povo. No entanto, sua ascensão ao cargo máximo trouxe uma nova leva de nomes, muitos deles críticos.
O apelido “Zakayo” faz referência a um personagem bíblico, simbolizando um coletor de impostos ganancioso. A insatisfação popular aumentou após a introdução de impostos impopulares, levando a protestos em massa em Nairobi. O grito de ordem “Ruto must go” se tornou um símbolo de resistência.
Críticas e Reações
Além de “Zakayo”, o presidente também é chamado de “Vasco da Ganya”, uma alusão ao explorador português e à palavra swahili para “mentir”. Essa crítica reflete a percepção de que Ruto não tem sido honesto em suas promessas. O governo, por sua vez, defende que os aumentos de impostos são necessários para financiar novos projetos e reduzir o déficit orçamentário.
O porta-voz do governo, Isaac Mwaura, afirmou que os apelidos não preocupam a presidência, mas refletem a visão pública sobre Ruto. Ele destacou que o presidente está comprometido em transformar a economia do país.
Repercussão entre os Jovens
Estudantes e jovens quenianos expressam que os apelidos são uma forma de catharsis, uma maneira de liberar a frustração. Margaret Wairimu Kahura, uma estudante, afirmou que muitos quenianos estão em sofrimento e que a zombaria é uma forma de comunicar isso ao presidente.
A quantidade de apelidos que Ruto recebeu é considerada única na história política do Quênia. Enquanto outros presidentes tiveram apelidos, nenhum enfrentou tal volume de críticas. A era das redes sociais amplificou essa tendência, permitindo que a insatisfação popular se manifestasse de forma criativa e incisiva.
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