O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, recomendou que o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite a queixa-crime contra o deputado Gustavo Gayer por ofensas à ministra Gleisi Hoffmann. Gayer a comparou a uma garota de programa em postagens nas redes sociais, o que, segundo o parecer, ultrapassa os limites da liberdade de expressão e ofende sua honra. O caso agora será analisado pelo plenário do STF, que pode decidir se aceita a queixa ou a arquiva. Gleisi apresentou a queixa em março, após Gayer fazer comentários misóginos relacionados à sua nomeação. Embora as penas por injúria e difamação sejam baixas, uma condenação pode levar Gayer a perder seu cargo e impedir sua candidatura futura. Este não é o primeiro ataque misógino contra Gleisi, que já havia enfrentado ofensas de outros deputados.
O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, recomendou que o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite a queixa-crime contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). A queixa foi apresentada pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, após Gayer a ofender em redes sociais. O caso será analisado pelo plenário do STF.
Gayer comparou Gleisi a uma garota de programa em um comentário misógino, em resposta à sua nomeação e a uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a escolha de uma “mulher bonita” para interagir com líderes do Legislativo. O deputado escreveu: “E aí Lindbergh Farias? Vai mesmo aceitar seu chefe oferecer sua esposa para o Hugo Motta e Alcolumbre como um cafetão oferece uma GP?”. Lindbergh Farias é namorado de Gleisi.
A queixa-crime, protocolada em março, alega injúria e difamação, crimes cuja pena máxima não prevê prisão, mas uma condenação pode levar Gayer a perder seu mandato. O relator do caso no STF é o ministro Luiz Fux. Este não é o primeiro ataque misógino dirigido a Gleisi; recentemente, o Conselho de Ética da Câmara suspendeu outro deputado bolsonarista por ofensas à ministra.
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