O ex-presidente Jair Bolsonaro deu uma entrevista onde repetiu informações falsas sobre os eventos de 8 de Janeiro, sua inelegibilidade e a tentativa de assassinato contra ele. Ele afirmou que a depredação do Palácio da Presidência começou com uma mulher sozinha, mas as imagens mostram que a invasão ocorreu após a chegada de muitos manifestantes. Bolsonaro também disse que sua inelegibilidade se deve a uma reunião com embaixadores, o que não é verdade, pois ele foi condenado por desacreditar o sistema eleitoral. Ele ainda distorceu a multa imposta ao seu partido, alegando que foi apenas por peticionar, quando na verdade foi por litigância de má-fé. Além disso, ele fez afirmações erradas sobre Lula, dizendo que o ex-presidente defendeu o roubo de celulares, o que é uma montagem de uma entrevista antiga. Bolsonaro também comentou sobre a investigação do atentado contra ele, afirmando que Adélio Bispo, o agressor, é protegido, mas a Polícia Federal já confirmou que ele agiu sozinho. Por fim, Bolsonaro falou sobre acordos com a China, afirmando que o Brasil vendeu sua maior reserva de urânio, o que é falso, já que o urânio é monopólio do governo e não pode ser explorado por empresas privadas.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a fazer declarações polêmicas em entrevista ao UOL, na qual reiterou desinformações sobre os eventos de 8 de Janeiro, sua inelegibilidade e a tentativa de assassinato contra ele. Bolsonaro afirmou que a depredação do Palácio da Presidência ocorreu antes da chegada dos manifestantes, o que foi desmentido por imagens de câmeras de segurança que mostram o contrário.
O ex-presidente também alegou que sua inelegibilidade se deveu a uma reunião com embaixadores, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o condenou por atacar a credibilidade do sistema eleitoral. Além disso, ele foi condenado por abuso de poder durante as comemorações do Bicentenário da Independência em 2022.
Bolsonaro distorceu informações sobre a multa imposta ao seu partido, afirmando que não houve penalização por peticionar. Na realidade, o TSE multou a coligação em R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé. O ex-presidente ainda fez afirmações falsas sobre a quebra de sigilo de Adélio Bispo, o autor da facada que sofreu, e sobre acordos com a China, alegando que o Brasil vendeu sua maior reserva de urânio, o que é incorreto.
Em relação ao orçamento secreto, Bolsonaro afirmou que vetou a proposta, mas na verdade sancionou o projeto em 2022 e 2023. As declarações do ex-presidente foram amplamente desmentidas por checagens de fatos, evidenciando a continuidade da disseminação de desinformações.
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