Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Câmara de São Paulo avança com projeto que proíbe apologia ao crime em shows públicos

Câmara de São Paulo avança com projeto que proíbe apologia ao crime em shows para jovens, gerando polêmica sobre liberdade de expressão.

0:00
Carregando...
0:00

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei que proíbe a apologia ao crime organizado e ao uso de drogas em shows voltados para crianças e adolescentes. A proposta, chamada de “anti-Oruam”, foi apresentada pela vereadora Amanda Vettorazzo e agora precisa passar por mais quatro comissões antes de ser votada no plenário. A proposta gerou polêmica, com críticos afirmando que pode ser uma forma de censura a estilos musicais como funk e rap, que são populares nas periferias. A vereadora Silvia da Bancada Feminista, que votou contra, argumentou que a lei é inconstitucional e discriminatória. Por outro lado, o relator do projeto, Sansão Pereira, defendeu que a proposta protege os jovens e está alinhada com o Estatuto da Criança e do Adolescente. O prefeito de São Paulo também apoiou a iniciativa, afirmando que não se trata de atacar o funk ou o rap, mas de evitar que crianças sejam expostas a conteúdos inadequados.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta quarta-feira, quatorze de maio, um projeto de lei que proíbe a apologia ao crime organizado e ao consumo de drogas em shows voltados ao público infantojuvenil. A proposta, conhecida como “anti-Oruam”, foi apresentada pela vereadora Amanda Vettorazzo (União) e agora seguirá para mais quatro comissões antes de ser votada no plenário.

O projeto visa impedir a contratação de artistas que promovam mensagens de apologia ao crime e ao uso de drogas em eventos públicos. Na votação da CCJ, os vereadores Thammy Miranda (PSD), Dr. Milton Ferreira (Podemos), Janaina Paschoal (PP), Lucas Pavanato (PL) e Sansão Pereira (Republicanos) apoiaram a proposta. Em contrapartida, Silvia da Bancada Feminista (PSOL), Silvão Leite (União) e Alessandro Guedes (PT) se manifestaram contra, alegando que a medida fere a liberdade de expressão e pode ser considerada censura.

Críticas e Defensores

A proposta recebeu o apelido de “anti-Oruam” em referência ao artista Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, filho de um líder do Comando Vermelho. A vereadora Silvia da Bancada Feminista criticou a iniciativa, afirmando que ela discrimina a cultura das periferias e favelas. “Ninguém quer fazer apologia ao crime e às drogas, mas o conteúdo do PL afasta alguns tipos de música”, declarou.

Por outro lado, o relator do projeto, Sansão Pereira, defendeu a proposta como uma proteção aos jovens, alinhando-a ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Ele argumentou que a contratação de artistas deve incluir cláusulas que impeçam a promoção de ideais criminosos, com possibilidade de multas em caso de descumprimento.

Avanços e Implicações

O projeto de lei, que já gerou polêmica, também foi apoiado pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que afirmou que a proposta não ataca o funk ou o rap, mas se concentra em um artista específico. A vereadora Vettorazzo, por sua vez, destacou que a intenção é proteger crianças e adolescentes do acesso a conteúdos que glorificam o crime.

A proposta agora passará pelas comissões de Administração Pública, Educação, Cultura e Esportes, Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher, e Finanças e Orçamento, antes de ser discutida em plenário. A discussão continua acirrada, refletindo a tensão entre a proteção da juventude e a liberdade de expressão cultural.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais