A comunidade científica brasileira tem lutado por mais recursos para pesquisa, especialmente em relação ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que terá R$ 14 bilhões no orçamento de 2025. Apesar disso, o orçamento do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e de outras instituições ainda é preocupante. Os recursos para a importação de equipamentos são insuficientes, o que prejudica a infraestrutura científica. Em 2024, o FNDCT executou R$ 12,7 bilhões e aprovou R$ 3,4 bilhões para projetos importantes, beneficiando mais de mil iniciativas em todo o Brasil, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No entanto, a liberação de recursos para a compra de equipamentos importados enfrenta obstáculos, pois o governo limita a quantidade de dinheiro disponível para isso, o que não atende à demanda. A situação exige atenção das autoridades para melhorar a ciência e tecnologia no país.
A comunidade científica brasileira conquistou um aumento significativo no financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que contará com R$ 14 bilhões no Orçamento de 2025. Em 2024, foram executados R$ 12,7 bilhões. Apesar desse avanço, o orçamento do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e de outras instituições continua a ser motivo de preocupação.
Os recursos do FNDCT estão sendo utilizados para suprir lacunas em programas que deveriam ser financiados pelo Tesouro Nacional. Recentemente, foram aprovados R$ 3,4 bilhões para 1.056 projetos em todo o Brasil, com 40% dos recursos destinados a instituições nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Esses projetos incluem a recuperação de infraestrutura científica e cultural.
Entretanto, a falta de recursos para a importação de equipamentos científicos é um obstáculo significativo. A cota de importação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) foi reduzida de US$ 265 milhões em 2024 para US$ 229 milhões em 2025, enquanto a demanda é de US$ 600 milhões. Essa situação prejudica a modernização da infraestrutura científica do país.
O professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Wanderley de Souza, destaca a necessidade de uma resposta do governo federal. Ele apela à sensibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para resolver a questão da liberação de recursos, que impacta diretamente a pesquisa e a tecnologia no Brasil.
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