O presidente da Bolívia, Luis Arce, anunciou que não vai se candidatar à reeleição nas eleições de agosto, após enfrentar uma grave crise econômica e baixa popularidade. Ele justificou sua decisão dizendo que não quer dividir os votos da esquerda e propôs que as forças de esquerda se unam em torno de um candidato que tenha mais chances de vencer a direita. Arce também desafiou o ex-presidente Evo Morales a não se candidatar, citando questões legais que o impedem de concorrer novamente. Com Arce fora da disputa, a competição pela liderança da esquerda deve ficar entre Morales e o atual presidente do Senado, Andrónico Rodríguez, que recentemente anunciou sua intenção de se candidatar.
O presidente da Bolívia, Luis Arce, anunciou nesta terça-feira, 13 de maio, sua desistência da candidatura à reeleição nas eleições de agosto. A decisão ocorre em meio a uma grave crise econômica e baixa popularidade, que dificultavam suas chances de sucesso. Arce, que foi proclamado candidato pelo Movimento ao Socialismo (MAS) no final de abril, afirmou que não quer ser um fator de divisão do voto popular.
Em um discurso transmitido pela Bolivia TV, Arce declarou: “Hoje comunico ao povo boliviano, com absoluta firmeza, minha decisão de renunciar à candidatura à reeleição presidencial.” Ele propôs a união da esquerda em torno de um candidato com mais chances de derrotar a direita. O presidente também desafiou o ex-presidente Evo Morales a não se candidatar, citando questões legais que o impedem de concorrer novamente.
A crise econômica, marcada pela escassez de dólares e combustíveis, resultou em protestos e uma queda significativa na popularidade de Arce. Pesquisas recentes indicavam que ele tinha apenas 1% das intenções de voto. O atual presidente, que foi ministro da Economia durante o governo de Morales, enfrenta agora a possibilidade de que o atual presidente do Senado, Andrónico Rodríguez, se torne o candidato do MAS.
Rodríguez, que recentemente anunciou sua intenção de concorrer, lidera as pesquisas com 18% das intenções de voto, excluindo Morales devido a sua situação legal. A saída de Arce da corrida eleitoral pode reconfigurar o cenário político da Bolívia, especialmente em um momento em que a oposição está fragmentada em várias candidaturas.
A decisão de Arce também levanta questões sobre a continuidade da disputa entre ele e Morales, que busca um quarto mandato e enfrenta dificuldades para registrar sua candidatura. A situação política permanece tensa, com a Justiça boliviana sendo pressionada a agir em relação a processos contra Morales.
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