A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou a operação Caballus em Campos dos Goytacazes, onde apreendeu R$ 220 milhões, 45 cavalos de raça, carros de luxo e eletrônicos. O empresário Wagner Crespo Luiz é considerado o líder do esquema de fraudes em licitações que envolvia contratos para fornecimento de medicamentos e materiais hospitalares. Durante a operação, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão. A polícia identificou que o grupo usava empresas fantasmas e contas em nome de terceiros para desviar dinheiro público. Além disso, foram encontrados endereços comerciais sem estrutura para funcionar. As investigações continuam para descobrir outros envolvidos e recuperar os recursos desviados. A defesa de Crespo não se manifestou até o momento.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou a operação Caballus na terça-feira, 13 de maio de 2025, em Campos dos Goytacazes, resultando na apreensão de R$ 220 milhões, 45 cavalos de raça, veículos de luxo e eletrônicos. A ação investiga um esquema de fraudes em licitações, liderado pelo empresário Wagner Crespo Luiz.
Durante a operação, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em seis locais. Os cavalos apreendidos, avaliados em cerca de R$ 6 milhões, pertencem a Crespo. Entre os veículos, destacam-se um Porsche de R$ 1,7 milhão, uma caminhonete Dodge RAM de R$ 370 mil e uma BMW X1, avaliada em R$ 350 mil. A Justiça bloqueou os R$ 220 milhões das contas dos investigados para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Os investigadores identificaram que o grupo utilizava pelo menos três empresas fantasmas para vencer licitações fraudulentas entre 2018 e 2023. Os contratos envolviam o fornecimento de medicamentos e materiais hospitalares para prefeituras, especialmente em Campos dos Goytacazes. Parte dos recursos desviados era movimentada por meio de contas em nome de terceiros, com saques fracionados e pagamentos relacionados ao haras de Crespo.
Desdobramentos da Investigação
A delegada Ana Carolina Lemos, responsável pela investigação, afirmou que foram encontradas lojas vazias, sem estrutura para operar. O esquema utilizava “laranjas” para ocultar a origem dos recursos. A operação representa a primeira fase das investigações, que continuam em busca de outros envolvidos e para calcular o real prejuízo ao erário.
A defesa de Wagner Crespo Luiz não se manifestou até o momento. O caso está sob a responsabilidade do Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD). A Polícia Civil segue com as investigações para recuperar os ativos desviados.
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