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STJ prorroga medidas cautelares contra governador do Acre por mais 180 dias

Medidas cautelares contra o governador do Acre, Gladson Cameli, foram prorrogadas por mais 180 dias após denúncias de corrupção e desvios.

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A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça decidiu prorrogar por 180 dias as medidas cautelares contra o governador do Acre, Gladson Cameli, e seus aliados. Cameli se tornou réu em maio de 2024 por crimes como organização criminosa e corrupção, com desvios de mais de 16 milhões de reais. O Ministério Público Federal aponta que os prejuízos podem chegar a 150 milhões de reais, devido a contratos irregulares. As medidas incluem a proibição de contato com testemunhas e a impossibilidade de deixar o país. Apesar de ter sido denunciado, o STJ não afastou Cameli do cargo, considerando que os fatos não eram recentes o suficiente. As investigações começaram na Operação Ptolomeu III, que revelou uma suposta organização criminosa envolvendo Cameli e sua família. Após a decisão do STJ, Cameli afirmou que recebeu a notícia com tranquilidade e destacou que o tribunal fez justiça ao não afastá-lo do cargo.

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, prorrogar por 180 dias as medidas cautelares contra o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), e seus aliados. Cameli se tornou réu em maio de 2024 por acusações de organização criminosa, corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação.

O STJ identificou um desvio de mais de R$ 16 milhões em recursos públicos, mas o Ministério Público Federal (MPF) estima que o prejuízo pode chegar a R$ 150 milhões, com base em oito contratos irregulares. As medidas cautelares incluem a proibição de contato com testemunhas e a impossibilidade de deixar o país, além da indisponibilidade de valores.

As primeiras medidas foram aplicadas quando Cameli se tornou réu, e a primeira prorrogação ocorreu em outubro de 2024. A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, destacou que a decisão não impede uma nova avaliação sobre o afastamento do governador em outros inquéritos. As investigações tiveram início na Operação Ptolomeu III, que revelou irregularidades na contratação da empresa Murano.

A denúncia aponta que a Murano foi contratada pelo Acre através de uma ata de registro de preços de Goiás e, em seguida, firmou parceria com uma empresa do irmão do governador. Cameli afirmou ter recebido a decisão do STJ com serenidade e ressaltou que o tribunal fez justiça ao não afastá-lo do cargo.

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