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Supremo Tribunal Federal anula convocação de Adélia Soares para depor na CPI das Bets

Ministro do STF anula convocação de Adélia de Jesus Soares para depor na CPI das Bets, alegando ambiguidade em sua situação.

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, anulou uma decisão que obrigava a advogada e ex-BBB Adélia de Jesus Soares a depor na CPI das Bets. Ele argumentou que a situação dela é confusa, pois ela é tanto testemunha quanto investigada em um caso de apostas ilegais no Brasil. Adélia está sendo investigada por ajudar estrangeiros a explorar esse tipo de aposta, com um esquema que pode ter causado prejuízos bilionários. A CPI tinha marcado o depoimento dela para 29 de abril, mas a defesa recorreu à Justiça e conseguiu a nova decisão. A relatora da CPI, Soraya Thronicke, criticou a decisão de Toffoli, chamando-a de vexatória, e a comissão pode tentar reverter essa situação.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, anulou uma decisão da Justiça Federal que determinava a condução coercitiva da advogada e ex-participante do Big Brother Brasil, Adélia de Jesus Soares, para depor na CPI das Bets. A decisão foi assinada na segunda-feira, 12 de maio. Adélia é investigada por supostamente auxiliar na exploração de apostas ilegais no Brasil, com um esquema de fraudes que pode ter um impacto bilionário.

As investigações, iniciadas pela Polícia Civil do Distrito Federal e posteriormente enviadas à Polícia Federal, indicam que a advogada teria colaborado com uma organização estrangeira para estruturar e operar jogos de azar de forma ilegal no país. Adélia deveria prestar esclarecimentos à comissão no dia 29 de abril. Uma decisão anterior do STF havia reforçado a obrigatoriedade de seu depoimento, mas permitia que ela ficasse em silêncio sobre questões que pudessem comprometer sua defesa.

Situação Ambígua

A CPI das Bets, presidida pelo senador Dr. Hiran (PP-RR), acionou a Justiça Federal de São Paulo para garantir a participação de Adélia. No entanto, seus defensores recorreram a Toffoli, que considerou a situação da advogada “dúbia”, já que ela é tanto testemunha quanto investigada. Com a nova decisão, Adélia não precisa comparecer à CPI.

A relatora da comissão, Soraya Thronicke (Podemos-MS), classificou o entendimento do ministro como “vexatório”. A CPI pode recorrer da decisão, enquanto a defesa de Adélia não foi localizada para comentar.

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