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Trump gasta 21 milhões de dólares em voos para Guantánamo com poucos migrantes detidos

Relatório revela que a Administração Trump gastou R$ 21 milhões em voos para Guantánamo, onde apenas 32 migrantes estão detidos.

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A base naval de Guantánamo, em Cuba, está sendo usada para abrigar migrantes indocumentados, o que gerou críticas sobre o desperdício de recursos. Um relatório militar mostrou que a Administração Trump gastou 21 milhões de dólares em voos para a base, onde atualmente há apenas 32 migrantes detidos, bem abaixo da capacidade de 30.000 anunciada. A senadora Elizabeth Warren criticou o uso de recursos militares para essa prática, afirmando que não traz segurança ao país. Desde janeiro, o presidente Trump ordenou que a base fosse usada como centro de detenção, mas poucos detalhes sobre as operações foram divulgados. A maioria dos migrantes ficou detida por menos de duas semanas, e há preocupações sobre as condições de detenção e a falta de clareza sobre a responsabilidade legal dos migrantes. Organizações de defesa dos direitos dos migrantes entraram com uma ação judicial, alegando que os detidos enfrentam um ambiente de medo que prejudica seus direitos legais.

A base naval de Guantánamo, em Cuba, tem sido alvo de críticas devido ao uso de recursos federais para abrigar migrantes indocumentados. Um relatório militar revelou que, entre janeiro e abril, a Administração Trump gastou 21 milhões de dólares em voos para a instalação, onde apenas 32 migrantes estão detidos, muito abaixo da capacidade anunciada de 30 mil.

O Comando de Transporte dos Estados Unidos, vinculado ao Departamento de Defesa, realizou 46 voos militares para a base, totalizando 802 horas de voo, com custo médio de 26.277 dólares por hora. A senadora Elizabeth Warren, de Massachusetts, criticou o uso de recursos militares para fins políticos, afirmando que “todos os americanos deveriam estar indignados” com esse desperdício.

Desde janeiro, a base foi designada para reter migrantes, com a promessa de abrigar os “piores criminosos” em uma ofensiva contra a imigração. Contudo, surgem preocupações sobre as condições de detenção e a responsabilidade legal dos migrantes. A falta de clareza sobre quem controla a detenção, se o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) ou o Exército, gera incertezas.

Críticas e Denúncias

O senador Jack Reed, de Rhode Island, e outros legisladores expressaram indignação após uma visita à base. Reed afirmou que o uso de Guantánamo para detenção de migrantes é “provavelmente ilegal” e “ilógico”, além de sugerir que a prática visa evitar o devido processo legal. Organizações de defesa dos direitos dos migrantes também levantaram preocupações sobre um clima de “medo e intimidação” que compromete os direitos constitucionais.

Desde fevereiro, cerca de 500 migrantes foram enviados para Guantánamo, a maioria permanecendo menos de duas semanas. A base, que já foi utilizada para abrigar temporariamente migrantes resgatados no mar, agora enfrenta críticas por suas condições e pela falta de transparência nas operações.

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