O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, decidiu reter 30% da renda de organizações de direitos humanos, uma medida semelhante à adotada pelo presidente da Nicarágua, Daniel Ortega. Essa decisão veio após a repressão de uma manifestação pacífica por parte da Polícia Militar, que resultou em prisões e violência contra líderes comunitários. A manifestação, que ocorreu perto da residência de Bukele, envolveu cerca de 300 famílias que protestavam contra um despejo. Durante a ação policial, cinco líderes comunitários foram detidos, e alguns relataram ter sido agredidos. Bukele, em resposta ao protesto, afirmou que não usaria recursos públicos para resolver a situação e anunciou a proposta de um projeto de lei que taxaria doações a ONGs, com o objetivo de pagar dívidas de uma cooperativa local. Essa proposta já havia sido tentada anteriormente, mas não foi aprovada devido a pressões internas e internacionais. Organizações de direitos humanos criticaram a repressão e o uso da força militar contra civis, destacando que a segurança pública deve ser responsabilidade da Polícia Nacional Civil, não das Forças Armadas.
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, intensificou a repressão a organizações de direitos humanos ao determinar a retenção de 30% de suas receitas. A medida, semelhante à adotada pelo presidente nicaraguense Daniel Ortega, ocorreu após a intervenção violenta da Polícia Militar em uma manifestação pacífica em frente à residência presidencial.
A manifestação, realizada na noite de segunda-feira, reuniu cerca de 300 famílias da comunidade El Bosque, que protestavam contra uma ordem de despejo. A Polícia Militar, equipada com escudos balísticos, dispersou os manifestantes, resultando na prisão de cinco líderes comunitários. Vídeos da ação mostram policiais agredindo os manifestantes, incluindo idosos e crianças.
Após a repressão, quatro dos cinco líderes foram liberados, mas um deles, José Ángel Pérez, presidente da comunidade, permanece detido. Na manhã seguinte, o ativista Alejandro Henríquez foi preso sob acusações de desordem pública. A polícia também realizou buscas na comunidade em busca de outros manifestantes.
Reações e Consequências
A ação gerou forte reação nas redes sociais e condenação de dezoito organizações de direitos humanos, além de entidades internacionais como a Anistia Internacional. A utilização da Polícia Militar para reprimir protestos civis é inédita em El Salvador desde os acordos de paz de 1992.
Bukele defendeu sua decisão em uma postagem, alegando que os manifestantes foram manipulados por grupos de esquerda e ONGs. Ele anunciou a proposta de um projeto de lei que visa taxar em 30% as doações recebidas por ONGs, com o objetivo de quitar dívidas da cooperativa da comunidade El Bosque.
A proposta de Bukele já havia sido apresentada em 2021, mas não avançou devido a pressões internas e internacionais. Organizações de direitos humanos alertam que a aprovação da nova lei representaria uma ameaça à sociedade civil e à imprensa independente, comparando-a à legislação imposta por Ortega na Nicarágua.
Entre na conversa da comunidade