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Rodrigo Manga se torna réu por superfaturamento na compra de lousas digitais em Sorocaba

Prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, é réu por superfaturamento na compra de lousas digitais, com prejuízo de R$ 11 milhões aos cofres públicos.

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Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba, se tornou réu por suspeita de superfaturamento na compra de lousas digitais para escolas, com um contrato de R$ 46,9 milhões. A denúncia foi aceita pela Justiça e envolve também o ex-secretário de Educação e a empresa fornecedora. O Ministério Público de São Paulo aponta que o preço das lousas foi 56% maior do que o de um município vizinho, resultando em um prejuízo de R$ 11 milhões para a cidade. A denúncia surgiu após uma vereadora levantar suspeitas sobre os preços. O Tribunal de Contas já havia indicado que os valores estavam acima do mercado. O juiz rejeitou pedidos para bloquear bens dos acusados e afastar o ex-secretário, que ainda ocupa um cargo na prefeitura. Manga já enfrenta outros processos por improbidade, incluindo um sobre licitações de semáforos e outro sobre kits de robótica, e teve bens bloqueados em um desses casos. Além disso, ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal por suspeitas de desvios na saúde pública.

O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), tornou-se réu em um processo por suspeita de superfaturamento na compra de lousas digitais para escolas municipais. A denúncia foi aceita na última segunda-feira, 12 de maio, pela Vara de Fazenda Pública da cidade. O caso também envolve o ex-secretário de Educação Márcio Carrara e a empresa Educateca, fornecedora dos equipamentos.

O Ministério Público Estadual de São Paulo (MP-SP) aponta irregularidades em um contrato de R$ 46,9 milhões firmado em 2021, durante o primeiro mandato de Manga. A aquisição incluiu a compra de 1.188 lousas digitais ao preço unitário de R$ 26.062, valor que, segundo a promotoria, é 56% superior ao praticado em Indaiatuba, onde o mesmo modelo foi adquirido por R$ 16.700. Essa diferença gerou um prejuízo estimado de R$ 11 milhões aos cofres públicos de Sorocaba.

Denúncia e Investigações

A denúncia foi embasada em uma representação da vereadora Iara Bernardi (PT), que alertou sobre indícios de sobrepreço. Em dezembro de 2024, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) emitiu um parecer técnico apontando “potencial incompatibilidade do preço praticado com o mercado”. O juiz Alexandre de Mello Guerra, responsável pelo caso, rejeitou os pedidos do MP-SP para bloquear os bens dos acusados e afastar Carrara, que atualmente é chefe de gabinete na Secretaria de Relações Institucionais e Metropolitanas.

Em resposta, Rodrigo Manga considerou o indeferimento dos pedidos de bloqueio e afastamento como “uma vitória” para sua gestão, embora o processo por superfaturamento continue. O prefeito já enfrenta outros dois processos por improbidade administrativa, incluindo investigações sobre suposto favorecimento em licitações de semáforos e um possível superfaturamento na aquisição de kits de robótica, que totalizam mais de R$ 20 milhões. Por conta desse último, Manga teve os bens bloqueados pela Justiça.

Operação da Polícia Federal

Além disso, o prefeito foi alvo de uma operação da Polícia Federal em abril de 2025, por suspeita de desvios na saúde pública, envolvendo uma Organização Social (OS). As investigações em curso podem trazer novos desdobramentos sobre a gestão de Rodrigo Manga em Sorocaba.

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