Rosario Murillo, a vice-presidente da Nicarágua, ficou muito irritada com o Prêmio Mundial à Liberdade de Imprensa que a Unesco deu ao jornal La Prensa. Ela criticou o prêmio em um comunicado e em um discurso na televisão, levando o governo a retirar o país da Unesco. Murillo afirmou que o jornal representa uma traição à pátria e que promove violência e intervenções estrangeiras. Juan Lorenzo Holmann, diretor do La Prensa, comentou que a raiva de Murillo foi inesperada, especialmente a decisão de sair da Unesco. Ele acredita que Murillo se sentiu incomodada porque o La Prensa ainda é visto como o jornal do povo nicaraguense, apesar da repressão. Holmann, que está exilado nos Estados Unidos, explicou que o jornal foi confiscado em agosto de 2021, e desde então, seus jornalistas tiveram que se exilar ou enfrentar processos legais. Atualmente, a equipe do La Prensa é muito menor, com menos de 50 pessoas, e eles estão tentando manter a publicação digital de diferentes países. Holmann destacou que, antes da repressão, o jornal tinha mais de 400 funcionários e agora luta para sobreviver financeiramente, tendo mudado de uma empresa lucrativa para uma fundação sem fins lucrativos, focando em restaurar a democracia na Nicarágua.
A repressão à imprensa independente em Nicarágua, sob o governo de Daniel Ortega, intensificou-se após a confiscacão do diário La Prensa em agosto de 2021. A ação foi justificada com acusações de “defraudação aduaneira” que nunca foram comprovadas judicialmente. Recentemente, a copresidenta do país, Rosario Murillo, manifestou sua indignação pelo Prêmio Mundial à Liberdade de Imprensa concedido ao La Prensa pela Unesco, levando o governo a retirar Nicarágua da organização.
Murillo, em um comunicado, atacou o jornal e a Unesco, alegando que o prêmio ofende a identidade nacional. “O Diário La Prensa representa a traição à pátria”, afirmou. O diretor do jornal, Juan Lorenzo Holmann, atualmente exilado nos Estados Unidos, destacou a resiliência da equipe, que continua a operar digitalmente a partir de diferentes países, apesar das dificuldades financeiras.
Holmann ressaltou que a decisão de retirar Nicarágua da Unesco surpreendeu, pois a organização havia notificado previamente sobre o prêmio. Ele acredita que Murillo tentou influenciar a Unesco para reverter a decisão. “La Prensa, apesar da repressão, continua sendo visto como o diário dos nicaraguenses”, afirmou Holmann. O jornal, que antes contava com mais de 400 funcionários, agora opera com menos de 50, enfrentando desafios significativos para se manter ativo.
A situação da imprensa em Nicarágua reflete a crescente repressão do regime de Ortega e Murillo, que tem como alvo não apenas o La Prensa, mas toda a mídia independente. A luta pela liberdade de expressão continua, mesmo em meio a um cenário de censura e perseguição.
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