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Agente da PF ofende cacique Raoni e revela planos de golpe contra o governo Lula

Áudios da PF revelam ofensas de Wladimir Soares a Raoni Metuktire e planos de violência contra opositores durante trama golpista.

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Áudios da Polícia Federal mostram Wladimir Soares, um agente preso desde novembro de 2024 por envolvimento em um golpe, fazendo ofensas ao cacique Raoni Metuktire, uma importante liderança indígena. Nos áudios, Soares critica Raoni, chamando-o de “vagabundo” e afirmando que ele está destruindo a Amazônia. Ele expressa descontentamento com a posse do presidente Lula, mencionando que sente “dor de estômago” ao ver a diversidade de pessoas na cerimônia. Além disso, Soares diz que ele e seus aliados estavam prontos para agir violentamente em defesa de Bolsonaro, mas que o ex-presidente não deu a ordem para isso.

Áudios obtidos pela Polícia Federal (PF) no celular do agente Wladimir Soares, preso desde novembro de 2024, revelam ofensas ao cacique Raoni Metuktire. O conteúdo dos áudios expõe críticas à atuação do líder indígena na preservação da Amazônia e menciona planos de violência contra opositores.

Nos áudios, Soares, que é acusado de envolvimento em uma trama golpista ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, se refere a Raoni como um “vagabundo que só pede dinheiro” e afirma que ele “destruirá a Amazônia”. O agente expressa descontentamento com a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida em 1º de janeiro de 2023, e diz sentir “dor de estômago” ao ver a diversidade de pessoas presentes na cerimônia.

“Vamos para frente, é muito triste o que está acontecendo e o que virá. Vão destruir nossa Amazônia toda, baseado com aquele cacique Raoni, que é um vagabundo”, declarou Soares. O cacique Raoni, de 93 anos, é uma figura proeminente na luta pela preservação ambiental e pelos direitos dos povos indígenas no Brasil.

Planos de Violência

Além das ofensas, Soares menciona que ele e seus aliados estavam prontos para agir em defesa de Bolsonaro, afirmando que tinham “poder de fogo elevado” e aguardavam apenas uma autorização do ex-presidente. “Esperávamos só o ok do presidente, uma canetada para agir, empurrar quem estivesse na frente”, disse o agente.

Essas revelações levantam preocupações sobre a segurança e a proteção dos líderes indígenas e a integridade da Amazônia, em um contexto de crescente tensão política e ambiental no Brasil.

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