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Arresto de ex-juíza reabre investigações sobre desaparecimento de 43 estudantes no México

Arresto de juíza reabre investigação sobre desaparecimento de 43 estudantes em Iguala, levantando suspeitas de encobrimento estatal.

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Uma juíza aposentada, Lambertina Galeana Marín, foi presa no México por supostamente omitir provas no caso do desaparecimento de 43 estudantes em 2014. Ela é acusada de estar envolvida na destruição de gravações de câmeras do Palácio de Justiça em Iguala, onde os estudantes foram vistos pela última vez. A prisão dela reacende a investigação sobre o caso, que já havia gerado desconfiança de um possível encobrimento. O presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que a promotoria especial está apurando a razão pela qual os vídeos foram apagados, um pedido que as famílias dos desaparecidos têm feito há anos. O caso dos estudantes desaparecidos continua a ser um tema sensível no país, com alegações de que foram vítimas de crimes patrocinados pelo Estado.

A juíza aposentada Lambertina Galeana Marín, de 79 anos, foi presa na quinta-feira, 15 de maio de 2025, por suposta omissão de provas no caso do desaparecimento de 43 estudantes da Escola Normal Rural de Ayotzinapa, ocorrido em 2014. A detenção ocorreu em Iguala, no estado de Guerrero, onde os alunos foram vistos pela última vez. A prisão está relacionada ao desaparecimento de gravações de câmeras do Palácio de Justiça.

Marín foi presidente do Tribunal Superior de Justiça de Guerrero durante o período em que os estudantes desapareceram. Em agosto de 2022, mandados de prisão foram emitidos contra comandantes militares, policiais e cinco autoridades administrativas e judiciais do estado, mas os nomes não foram divulgados na época.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, comentou sobre a prisão em uma coletiva de imprensa, afirmando que a Procuradoria Geral da República (FGR) investiga a razão pela qual os vídeos do caso foram apagados. Familiares dos desaparecidos têm levantado essa questão há anos. O caso dos estudantes de Ayotzinapa continua a ser um dos mais emblemáticos do México, com um relatório de 2022 indicando que eles foram vítimas de “crimes patrocinados pelo Estado”.

Em 2023, um relatório da Comissão de Direitos Humanos da ONU no México destacou que as Forças Armadas não forneceram todas as informações solicitadas por um painel independente que investiga o desaparecimento. Especialistas desse painel deixaram seus cargos, citando “falta de informações” e “evidências ocultas”. Para os familiares, a prisão de Marín reforça a suspeita de um possível encobrimento relacionado ao caso. Felipe de la Cruz, porta-voz dos pais dos desaparecidos, afirmou que “um pacto de silêncio continua a reinar” na região e enfatizou a importância da continuidade das investigações.

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