A Generalitat Valenciana está sendo criticada pela forma como lidou com a alerta durante a forte chuva que causou 228 mortes em outubro. Miguel M., chefe de Emergências, revelou que a alerta foi considerada mais de uma hora antes de ser enviada, o que pode ter aumentado o número de vítimas. Ele afirmou que a proposta de enviar uma mensagem de alerta foi feita às 18h36, mas a notificação só chegou aos celulares às 20h11, quando já havia muitas pessoas desaparecidas e presas em locais inundados. Essa demora é central na investigação em andamento. A exconselheira Pradas, que disse que a avaliação da alerta começou mais tarde, está sendo investigada. O chefe de Emergências também mencionou problemas de comunicação que dificultaram o envio da mensagem. Ele confirmou que, apesar de ter 23 pessoas autorizadas para enviar alertas, a decisão final demorou devido a dificuldades na comunicação. A situação é complicada, pois a exconselheira tenta transferir a responsabilidade para os técnicos, enquanto a investigação continua a apurar os fatos.
A Generalitat Valenciana enfrenta críticas pela gestão da alerta durante a dana que resultou em 228 mortes em outubro. Miguel M., chefe de Emergências, confirmou que a alerta massiva foi considerada mais de uma hora antes de ser enviada, o que pode ter contribuído para o aumento de vítimas.
Em depoimento no tribunal de Catarroja, Miguel M. afirmou que a proposta de enviar um EsAlert (alerta massivo a telefones) foi discutida pela primeira vez às 18h36. No entanto, o aviso só foi enviado às 20h11, quando já havia um número crescente de mortos e desaparecidos. A juíza Nuria Ruiz Tobarra investiga se essa demora foi um fator decisivo para o aumento das fatalidades.
A exconselheira de Justiça e Interior, Salomé Pradas, que está sendo investigada, declarou que a avaliação da situação começou apenas às 19h. Essa afirmação contrasta com o depoimento de Miguel M., que destacou que a ideia de enviar a mensagem foi discutida entre 18h00 e 19h00. Durante esse período, houve problemas de comunicação que dificultaram a participação de instituições conectadas por videoconferência.
Miguel M. também relatou que, no dia da dana, havia 23 operários autorizados para redigir mensagens de EsAlert. Apesar de ter sido informado sobre a possibilidade de envio do alerta às 18h36, a confirmação para o envio ocorreu apenas às 20h08. Ele destacou que as comunicações foram prejudicadas, dificultando a validação do aviso.
Além disso, a investigação inclui a análise de um possível alerta sobre a ruptura da presa de Forata, que poderia ter causado um desastre ainda maior. A juíza também rejeitou um pedido da exconselheira para anular a transcrição de seu depoimento anterior, considerando que a gravação é o documento relevante. A situação continua a ser acompanhada de perto pelas autoridades.
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