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Ex-juiz mexicano é preso por caso de 43 estudantes desaparecidos em 2014

Prisão de juíza aposentada reabre investigações sobre o desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa, levantando novas suspeitas de encobrimento.

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A juíza aposentada Lambertina Galeana Marín, de 79 anos, foi presa e isso trouxe novas esperanças para as investigações sobre o desaparecimento de 43 estudantes da Escola Normal Rural de Ayotzinapa, que ocorreu em 2014. A prisão, feita na quinta-feira, está relacionada à ocultação de provas, como gravações de câmeras do Palácio de Justiça em Iguala, onde os estudantes foram vistos pela última vez. Marín foi presidente do Tribunal Superior de Justiça de Guerrero na época do caso. Em 2022, mandados de prisão foram emitidos para vários oficiais militares e policiais, mas os nomes não foram divulgados. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, comentou que a investigação busca entender o que aconteceu com os vídeos, uma demanda antiga das famílias. O caso continua sendo muito delicado no país, pois os estudantes foram abordados por forças policiais e militares em 26 de setembro de 2014, e o que aconteceu depois ainda é um mistério. Um relatório de 2022 indicou que os estudantes foram vítimas de um “crime patrocinado pelo Estado”. Em 2023, a Comissão de Direitos Humanos da ONU no México afirmou que as Forças Armadas não forneceram todas as informações necessárias para a investigação. Para as famílias dos desaparecidos, a prisão de Marín aumenta as suspeitas de encobrimento, e Felipe de la Cruz, porta-voz dos pais, ressaltou que um “pacto de silêncio” ainda existe na região, pedindo que as investigações continuem.

Após quase uma década, a prisão da juíza aposentada Lambertina Galeana Marín, de 79 anos, reacende as investigações sobre o desaparecimento de 43 estudantes da Escola Normal Rural de Ayotzinapa, ocorrido em 2014. A detenção, realizada na quinta-feira, está ligada à supressão de evidências, incluindo gravações de câmeras do Palácio de Justiça em Iguala, onde os estudantes foram vistos pela última vez.

Marín foi presidente do Tribunal Superior de Justiça de Guerrero durante o caso. Em agosto de 2022, mandados de prisão foram emitidos para diversos oficiais militares e policiais, além de cinco autoridades administrativas e judiciais do estado. Contudo, a Procuradoria Geral da República (FGR) não revelou os nomes dos envolvidos. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, comentou sobre a prisão em coletiva, afirmando que a investigação busca esclarecer a razão do desaparecimento dos vídeos, uma demanda antiga das famílias dos desaparecidos.

O caso Ayotzinapa continua a ser um tema sensível no México. Os estudantes, todos do sexo masculino, foram interceptados por forças policiais e militares em 26 de setembro de 2014. O que ocorreu após essa abordagem permanece envolto em mistério, mas imagens do local mostram um ônibus com marcas de tiros. Um relatório de 2022 indicou que os estudantes foram vítimas de “crime patrocinado pelo Estado”. Em 2023, a Comissão de Direitos Humanos da ONU no México apontou que as Forças Armadas não forneceram todas as informações solicitadas por um painel independente que investigava o caso.

Para as famílias dos desaparecidos, a prisão de Marín reforça as suspeitas de um possível encobrimento. Felipe de la Cruz, porta-voz dos pais dos estudantes, declarou que um “pacto de silêncio continua a reinar” na região. Ele enfatizou a importância da continuidade das investigações e do trabalho em busca de justiça.

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