O navio Haidar naufragou em 2015 no rio Pará, levando mais de 4.900 bois vivos. O governo federal contratou a Superpesa em 2019 para remover a embarcação, mas ela ainda está submersa. O governo pagou R$ 18,1 milhões à empresa, mas a remoção não foi concluída. Em 2022, a Superpesa foi multada em mais de R$ 1 milhão por não cumprir o contrato. Agora, uma nova licitação está sendo feita para tentar retirar o navio. Além disso, uma ação na Inglaterra busca indenização de £ 108 milhões para 18 mil pessoas afetadas pelo naufrágio, incluindo pescadores e ribeirinhos. A Minerva Foods, responsável pela carga, afirma que a remoção é obrigação da Companhia Docas do Pará, que também está envolvida em ações judiciais relacionadas ao caso.
O navio Haidar, que naufragou em 2015 no rio Pará, ainda permanece submerso, mesmo após o governo federal ter contratado a Superpesa Companhia de Transportes Especiais em 2019 para sua remoção. A embarcação transportava mais de 4.900 bois vivos e, até agora, apenas R$ 18,1 milhões foram pagos à empresa, sem que a retirada tenha sido efetivada.
O contrato, assinado pelo então ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, previa a remoção do navio, mas a Superpesa enfrentou problemas financeiros e não cumpriu as obrigações contratuais. Em 2022, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) multou a empresa em mais de R$ 1 milhão e a suspendeu de novos contratos por dois meses. A metodologia utilizada pela Superpesa foi considerada inadequada para a verticalização da embarcação, essencial para sua remoção.
Novas Ações e Indenizações
Uma nova licitação está em andamento para a continuidade das tentativas de retirada do navio. Além disso, uma ação judicial na Inglaterra busca indenização de £ 108 milhões (cerca de R$ 810 milhões) para 18 mil pessoas afetadas pelo naufrágio, incluindo pescadores e ribeirinhos. A ação foi movida em dezembro de 2020 e voltou a tramitar em abril de 2023.
Os danos materiais e morais foram calculados para compensar os impactos causados pelo vazamento de óleo diesel e a morte dos bois. Um relatório de 2018 já havia apontado a presença de óleo e carcaças em várias áreas da baía do Marajó. Até agora, o valor pago em indenizações no Brasil foi inferior ao que foi gasto com a Superpesa.
A Companhia Docas do Pará (CDP), responsável pela administração do porto, afirmou que não tinha responsabilidade sobre o contrato e que ações para resolver o caso estão programadas para 2025. A Minerva Foods, responsável pela carga, declarou que a retirada do navio é obrigação da CDP e que já colaborou com as autoridades para minimizar os danos.
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