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Governo paulista propõe mudanças para acelerar liberação de emendas parlamentares em 2026

Governo de Tarcísio de Freitas propõe mudanças na LDO de 2026 para acelerar liberação de emendas parlamentares, visando eleições.

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O governo de Tarcísio de Freitas, em São Paulo, está enfrentando críticas por causa da lentidão na liberação de emendas parlamentares, que são importantes para financiar obras e serviços nas regiões dos deputados. Para tentar resolver isso, o governo apresentou novas regras na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, permitindo que os deputados indiquem os beneficiários e os órgãos responsáveis pelas emendas já na elaboração da Lei Orçamentária. Antes, essa indicação só era feita após a aprovação do Orçamento, o que atrasava o processo. A proposta visa acelerar a liberação das emendas, que são essenciais para os deputados, especialmente em ano eleitoral. Em 2025, cada deputado teve cerca de R$ 12,6 milhões em emendas, e para 2026, a previsão é de um total de R$ 1,26 bilhão. No entanto, até agora, apenas 2% do valor previsto para emendas foi pago. Deputados de diferentes partidos, tanto da base quanto da oposição, têm reclamado da lentidão nas liberações. A LDO deve ser aprovada até julho, e os deputados ainda estão analisando o texto para possíveis alterações.

O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou novas regras para acelerar a liberação de emendas parlamentares em São Paulo, visando o ano eleitoral de 2026. A proposta, incluída na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviada à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), permite que deputados indiquem beneficiários e órgãos responsáveis já na elaboração da Lei Orçamentária.

Atualmente, essa indicação é feita apenas após a aprovação do Orçamento, o que gera atrasos e críticas. A secretaria responsável afirmou que a mudança busca eliminar etapas no processo, que tem sido alvo de queixas por parte dos parlamentares. As emendas são fundamentais para financiar obras e serviços nos redutos eleitorais, oferecendo uma vantagem competitiva a deputados em relação a candidatos sem mandato.

Para 2025, cada deputado teve direito a cerca de R$ 12,6 milhões em emendas. A LDO estima que, para 2026, o valor total para emendas impositivas deve girar em torno de R$ 1,26 bilhão, próximo ao valor de R$ 1,19 bilhão previsto para 2025. De janeiro a abril de 2025, apenas 2% do montante previsto em emendas impositivas foi liberado, gerando insatisfação entre os deputados.

Críticas e Pressões

A líder da minoria na Alesp, Thainara Faria (PT), destacou que a lentidão na liberação das emendas prejudica as prefeituras, que dependem desses recursos. Ela classificou a mudança na LDO como uma “tentativa” de atender à pressão dos deputados. Mesmo parlamentares da base governista expressam descontentamento com a demora na liberação dos valores.

O líder do governo na Alesp, Gilmaci Santos (Republicanos), defendeu que a liberação das emendas está dentro dos prazos, mas admitiu que irá discutir as propostas de mudanças com as lideranças. Além das emendas individuais, os deputados também contaram com R$ 676 milhões em emendas voluntárias, que têm sido liberadas em ritmo insatisfatório.

A LDO deve ser aprovada até o recesso legislativo em julho, e as discussões sobre possíveis alterações estão em andamento. Tarcísio de Freitas, que se posiciona como candidato à reeleição, enfrenta pressão de aliados para também considerar uma candidatura à Presidência da República.

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