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Karim Khan se afasta do TPI enquanto investigações sobre má conduta são realizadas

Karim Khan, promotor-geral do TPI, se afasta temporariamente enquanto investigações sobre alegações de má conduta sexual prosseguem.

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Karim Khan, promotor-geral do Tribunal Penal Internacional, decidiu se afastar temporariamente do cargo enquanto uma investigação externa sobre alegações de má conduta sexual contra ele está em andamento. Ele nega as acusações, que incluem tentativas de coação e toques indesejados. Durante sua licença, os promotores adjuntos cuidarão do escritório. A investigação, conduzida pelo Escritório de Serviços de Supervisão Interna da ONU, começou no final do ano passado. Khan já havia solicitado uma investigação interna, mas o tribunal optou por uma investigação externa para garantir imparcialidade. As alegações surgiram em um momento em que Khan estava pedindo mandados de prisão contra líderes israelenses por supostos crimes de guerra, o que gerou questionamentos sobre suas motivações.

O promotor-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, decidiu se afastar temporariamente do cargo enquanto aguarda a conclusão de uma investigação externa sobre alegações de má conduta sexual. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, e Khan nega as acusações de coação e toques indesejados.

A investigação, conduzida pelo Escritório de Serviços de Supervisão Interna da ONU, começou no final do ano passado. Durante sua licença, os promotores adjuntos do TPI ficarão responsáveis pela administração do escritório. Khan afirmou que sua decisão visa proteger a credibilidade do TPI e a integridade do processo.

Documentos vazados indicam que as alegações contra Khan incluem tentativas de assédio sexual. A pressão para que ele se afastasse aumentou após a divulgação das acusações, que foram reportadas ao órgão de governança do tribunal em outubro do ano passado. A investigação ainda não tem uma data definida para conclusão.

Khan, que assumiu o cargo em junho de 2021, já enfrentou controvérsias em sua carreira, incluindo a defesa de figuras políticas em casos de crimes de guerra. Recentemente, ele solicitou mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Yoav Gallant por supostos crimes de guerra, o que levantou questionamentos sobre suas motivações.

O TPI, com sede em Haia, é responsável por investigar e julgar indivíduos acusados de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio. A corte depende da cooperação dos países membros para executar suas ordens de prisão.

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