O ministro do Superior Tribunal de Justiça revogou a suspensão da licença de Renan Machado Melo, copiloto investigado na Operação Mafiusi, que apura um esquema de tráfico de drogas entre Brasil e Itália. Apesar das acusações de ligação com o PCC e a ‘Ndrangheta, o ministro afirmou que não há risco que justifique a suspensão de suas atividades. Melo, identificado como “Falcon 2” na investigação, foi denunciado por supostamente ajudar no transporte de cocaína. A defesa argumentou que a suspensão era excessiva, já que ele tem um emprego lícito e não há provas de atividades ilegais atualmente. A operação, que começou em dezembro de 2024, resultou em várias prisões e apreensões de bens avaliados em 126 milhões de reais.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Rogério Schietti Cruz, revogou a suspensão da licença aeronáutica do copiloto Renan Machado Melo, um dos investigados na Operação Mafiusi. Essa operação apura um suposto esquema de tráfico internacional de drogas entre Brasil e Itália. A decisão permite que Melo retome suas atividades, mesmo diante das acusações de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a ‘Ndrangheta, máfia italiana.
O magistrado justificou sua decisão afirmando que, apesar da gravidade das acusações, não vê risco atual que justifique a suspensão da atividade laboral de Melo. O copiloto, identificado como “Falcon 2” na investigação, foi denunciado em março de dois mil e vinte e quatro por sua suposta ligação com o PCC e a ‘Ndrangheta. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele teria atuado em aviões particulares utilizados para o transporte de cocaína.
A denúncia do MPF revela que Melo colaborou com João Carlos Camisa Nova Júnior, conhecido como “Don Corleone”, e Willian Barile Agati, facilitando o transporte e a guarda de drogas. O MPF também mencionou que Melo e Thiago Almeida Denz, apelidado de “Comando”, não apenas pilotavam, mas também escondiam a droga nas aeronaves. Em conversas interceptadas, foi mencionado que o piloto receberia R$ 800 mil por uma operação criminosa.
Detalhes da Operação
A Operação Mafiusi, deflagrada em dezembro de dois mil e vinte e quatro, identificou um esquema complexo de lavagem de dinheiro, envolvendo movimentações financeiras significativas e aquisição de bens de luxo. O grupo criminoso atuou entre dois mil e dezenove e dois mil e vinte e quatro, transportando cocaína a partir do porto de Paranaguá, no Paraná, e via aérea. Durante a operação, foram cumpridos dez mandados de prisão e trinta e cinco mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de bens avaliados em R$ 126 milhões.
Entre na conversa da comunidade