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Nubank é condenado a pagar R$ 10 mil por danos morais a ex-funcionário por foto vexatória

Nubank é condenado a pagar R$ 190 mil a ex-funcionário por coação em campanha de 2018 que simulava nudez. Justiça aceita parte do pedido.

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A 4ª Vara do Trabalho em São Paulo condenou o Nubank a pagar R$ 10 mil por danos morais a um ex-funcionário que alegou ter sido forçado a participar de uma campanha de 2018, onde simulava nudez em fotos. Essas imagens eram usadas em comunicações internas e externas da empresa. O Nubank afirmou que a participação era voluntária, mas testemunhas confirmaram que os funcionários eram obrigados a tirar essas fotos. Além da indenização, a empresa terá que pagar R$ 180 mil em direitos trabalhistas. O ex-funcionário também fez pedidos relacionados a horas extras e intervalos, mas alguns foram negados. A advogada do autor da ação está à frente de outros 23 processos semelhantes contra o Nubank. A empresa não informou se irá recorrer da decisão.

A 4ª Vara do Trabalho em São Paulo condenou o Nubank a pagar R$ 10 mil por danos morais a um ex-funcionário que alegou ter sido coagido a participar de uma campanha publicitária de 2018. A campanha envolvia fotos de funcionários simulando nudez, o que gerou desconforto e processos trabalhistas.

O ex-colaborador, que trabalhou na empresa entre julho de 2018 e fevereiro de 2024, afirmou que a situação era “vexatória”. Ele relatou que foi obrigado a realizar um ensaio fotográfico sem parte de suas roupas, com a imagem sendo utilizada em comunicações internas e externas, como crachás e e-mails. A juíza Juliana Baldini de Macedo destacou que testemunhas confirmaram a versão do autor, afirmando que os funcionários eram forçados a tirar fotos nuas.

O Nubank, em sua defesa, alegou que a participação na campanha era voluntária e que os funcionários poderiam contestar a utilização das imagens. No entanto, a decisão judicial incluiu também o pagamento de R$ 180 mil em direitos trabalhistas, considerando horas extras e intervalos não respeitados.

Repercussão e Próximos Passos

A advogada Raissa Cayrez, que representa o ex-funcionário, informou que está à frente de outros 23 processos semelhantes contra o Nubank. Ela afirmou que a prática de coação era comum e que os relatos dos clientes eram uníssonos nesse sentido. O Nubank, por sua vez, anunciou que descontinuará todos os materiais da campanha de 2018 e que essa decisão já foi comunicada aos colaboradores.

A empresa ainda não se manifestou sobre a possibilidade de recorrer da decisão. A condenação reflete um crescente escrutínio sobre as práticas de marketing e tratamento de funcionários em empresas de tecnologia.

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