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Agressões de guardas civis marcam operação na Cracolândia em São Paulo

A Cracolândia enfrenta um aumento nas denúncias de violência policial, com usuários relatando agressões e dispersão forçada.

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Usuários e ativistas da Cracolândia, em São Paulo, relataram um aumento nas abordagens violentas da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar. Eles afirmam que têm sofrido agressões físicas e ameaças, especialmente na Rua dos Protestantes, que era o principal ponto de concentração de usuários. Tomás Santos Francisco, um dos frequentadores, mostrou hematomas e contou que ele e um amigo foram agredidos e ameaçados pelos guardas. Outros usuários também mencionaram que estão sendo dispersos para diferentes áreas do centro, como o Parque Dom Pedro e a Praça Roosevelt, devido à pressão policial. A prefeitura e a Secretaria de Segurança Pública afirmam que as ações são pautadas pelo respeito e que qualquer denúncia de abuso será investigada. No entanto, vídeos mostram guardas agredindo usuários e usando spray de pimenta. A situação se agravou desde que a Justiça proibiu a GCM de agir como a Polícia Militar na Cracolândia. Os comerciantes da região também relataram que as agressões aumentaram e que os usuários estão sendo forçados a sair das calçadas. A operação policial deve se intensificar, focando em estabelecimentos irregulares na área. O vice-governador afirmou que o objetivo é combater o tráfico de drogas e que a situação na Cracolândia ainda é um problema em andamento.

Usuários da Cracolândia relatam aumento de violência policial em São Paulo

Usuários de drogas e ativistas na Cracolândia, em São Paulo, denunciam um aumento nas abordagens violentas por parte da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar (PM). As agressões físicas e ameaças se intensificaram, especialmente na Rua dos Protestantes, que recentemente foi esvaziada.

Tomás Santos Francisco, de trinta e cinco anos, mostra hematomas que atribui a balas de borracha disparadas por guardas civis. Ele e um amigo, que teve o braço quebrado, afirmam que foram agredidos durante uma abordagem na quinta-feira passada. “Eles chegaram agredindo e jogaram na parte de trás das viaturas. Falavam que iam matar a gente”, relatou Tomás.

A prefeitura de São Paulo, em resposta, afirma que a GCM segue protocolos técnicos e repudia desvios de conduta. A Secretaria da Segurança Pública também declarou que investiga qualquer denúncia de abuso. No entanto, relatos de usuários e profissionais de saúde indicam que a violência policial tem se tornado rotina na região.

Aglomeração e dispersão

Com o esvaziamento da Rua dos Protestantes, usuários têm se dispersado por áreas como o Parque Dom Pedro e a Praça Roosevelt. O ativista Cleiton Ferreira, da ONG É de Lei, observa que a dispersão dos grupos dificulta o acesso a serviços de saúde e assistência social. “Perdemos o contato com muitas pessoas que precisavam de tratamento”, afirmou.

Vídeos obtidos mostram agentes da GCM agredindo usuários e utilizando spray de pimenta. Comerciantes da região também relataram agressões, afirmando que a violência se intensificou nos últimos meses. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo está apurando as denúncias de abusos.

Operações policiais

A operação policial na Cracolândia deve se intensificar, com foco em estabelecimentos irregulares que possam estar ligados ao tráfico de drogas. O vice-governador Felício Ramuth anunciou que a fiscalização será baseada em ações de inteligência da Polícia Civil e executada em conjunto com a PM e a GCM.

O prefeito Ricardo Nunes destacou que a ausência de usuários na região é resultado de operações de combate ao tráfico, incluindo a prisão de traficantes. “Sem a droga presente, temos mais facilidade para convencer as pessoas a irem para tratamento”, afirmou Nunes. A situação na Cracolândia continua a ser monitorada, mas a prefeitura não considera que o problema esteja resolvido.

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