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Petição contra ‘cura gay’ na Europa alcança mais de um milhão de assinaturas

Petição contra a terapia de conversão ganha mais de um milhão de apoiadores e pressiona a Comissão Europeia por uma resposta urgente

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  • Uma petição para proibir a terapia de conversão na União Europeia ganhou mais de um milhão de assinaturas.
  • O ex-primeiro-ministro da França, Gabriel Attal, e a cantora belga Angèle apoiam a iniciativa.
  • A eurodeputada Manon Aubry afirmou que a Comissão Europeia deve responder publicamente à petição.
  • Apenas oito países da UE, como França, Bélgica e Alemanha, proíbem totalmente a terapia de conversão.
  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já anunciou uma estratégia para a igualdade LGBTQI, incluindo a proibição dessa prática.

Várias personalidades da cultura e política francesa, incluindo o ex-primeiro-ministro Gabriel Attal, uniram forças em apoio a uma petição que visa proibir a terapia de conversão na União Europeia. Até as 16h de sexta-feira (16), mais de um milhão de assinaturas foram coletadas, e os cidadãos têm até sábado (17) para se manifestar. A eurodeputada Manon Aubry destacou que, com esse número, a Comissão Europeia deve “dar uma resposta pública”, embora não seja obrigada a transformar a proposta em lei.

As terapias de conversão são práticas que tentam modificar a orientação sexual ou a identidade de gênero de indivíduos LGBTQIA+. Segundo a ILGA, apenas oito países da UE, incluindo França, Bélgica e Alemanha, proíbem totalmente essa prática. Attal descreveu a petição como “corajosa” e enfatizou a urgência de sua assinatura.

Apoio de Celebridades

A cantora belga Angèle, que se assumiu homossexual em 2020, também se manifestou a favor da proibição. O apoio se estende a políticos de esquerda, como Jean-Luc Mélenchon, líder do partido A França Insubmissa. Mattéo Garguilo, um estudante de 21 anos que lidera a iniciativa, afirmou que a campanha pode “fazer as coisas acontecerem” e “romper o silêncio”.

Em setembro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou a criação de uma estratégia para a igualdade LGBTQI, com foco na proibição da terapia de conversão. Essas práticas, que muitas vezes incluem métodos extremos como exorcismos ou eletrochoques, são consideradas tortura por um relatório da ONU de 2020.

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