Wladimir Soares, um agente da Polícia Federal, foi preso por suposta participação em um plano para impedir a posse de Lula e manter Bolsonaro no poder. Recentemente, áudios interceptados mostraram que ele estava “preparado” para prender o ministro Alexandre de Moraes e que o grupo planejava ações violentas, incluindo assassinatos, caso Bolsonaro tivesse dado a ordem. Soares, que já trabalhou na segurança de Lula, usou seu cargo para passar informações sobre a segurança do presidente eleito a aliados de Bolsonaro. Em mensagens, ele expressou frustração com a falta de ação de Bolsonaro e afirmou que o grupo estava pronto para agir, mencionando que iriam “matar meio mundo de gente”. A denúncia contra ele e outros 11 envolvidos será julgada pelo Supremo Tribunal Federal. A defesa de Soares pediu um adiamento do julgamento, alegando que precisa de mais tempo para se preparar. Os áudios revelam um plano golpista que não foi executado por falta de apoio dentro do Exército.
O agente da Polícia Federal, Wladimir Matos Soares, foi preso por suposta participação em um plano golpista que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e manter Jair Bolsonaro no poder. A prisão ocorreu em 19 de novembro de 2024, e Soares é acusado de integrar a operação chamada “Punhal Verde Amarelo”, que envolvia ameaças a autoridades e ações violentas.
Áudios interceptados pela Polícia Federal revelaram que Soares estava “preparado” para prender o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e que o grupo planejava assassinatos caso Bolsonaro tivesse dado a ordem. Em mensagens, ele afirmou que o grupo estava disposto a “matar meio mundo de gente” e expressou frustração com o recuo do ex-presidente, atribuindo a situação a uma suposta traição de generais do Exército.
Wladimir Soares, de 53 anos, tem uma carreira de 22 anos na Polícia Federal e já atuou na segurança de Lula durante a transição de governo. Ele usou seu cargo para repassar informações sensíveis sobre a segurança do presidente eleito a aliados de Bolsonaro, incluindo detalhes operacionais e rotas da comitiva.
Detalhes da Trama Golpista
A investigação da PF aponta que o plano incluía a prisão ou eliminação de Lula, Alckmin e Moraes, além da dissolução do STF e uma intervenção armada. Soares atuava como elo entre informações de campo e os articuladores do golpe, compartilhando relatórios com integrantes da rede bolsonarista.
A defesa de Soares solicitou ao Supremo Tribunal Federal o adiamento do julgamento da denúncia, alegando a necessidade de mais tempo para apresentar uma resposta completa. O julgamento está agendado para os dias 20 e 21 de maio e envolve doze pessoas do núcleo da trama golpista.
Os áudios revelam que Soares e seu grupo estavam prontos para agir, aguardando apenas uma “canetada” de Bolsonaro para dar início ao plano. Ele lamentou que o ex-presidente não teve coragem de agir, afirmando que apenas coronéis do Exército o apoiavam, enquanto os generais se opuseram à ação.
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