O senador Fabiano Contarato, do PT, gerou descontentamento ao apoiar a abertura de uma CPMI para investigar fraudes no INSS sem consultar o Planalto ou seus colegas de partido. Contarato, que é professor de direito e ex-delegado, é conhecido por sua defesa dos direitos humanos e por ser o primeiro parlamentar abertamente homossexual no Senado. Sua posição contrasta com a do líder do PT no Senado, Rogério Carvalho, que pediu mudanças no escopo da investigação. A atitude de Contarato foi vista como individualista e não estratégica, causando tensões na base governista. Ele acredita que a apuração é necessária para beneficiar a população vulnerável e que todos que cometeram crimes devem ser responsabilizados, independentemente do governo.
O senador do Partido dos Trabalhadores (PT), Fabiano Contarato, manifestou apoio à abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A declaração, feita sem consulta ao Palácio do Planalto, gerou descontentamento entre colegas de partido e na base governista.
Contarato, que é o primeiro parlamentar abertamente homossexual no Senado, destacou a importância da apuração para a proteção da população vulnerável. Ele afirmou que “todos aqueles que cometeram crimes devem pagar, independente de governo”. O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho, expressou que o apoio à CPMI está condicionado a uma mudança no escopo da investigação, para que não se limite a um único governo.
A decisão de Contarato de apoiar a CPMI acentuou as tensões dentro do partido. Governistas criticaram a postura individualista do senador, afirmando que a adesão a um movimento sem articulação prévia não foi estratégica. Carvalho, por sua vez, enfatizou a necessidade de investigar todos os fatos e pessoas envolvidos nas fraudes.
Contarato, que tem uma trajetória marcada pela defesa dos direitos humanos, já havia se posicionado de forma contrária a algumas pautas do PT, como a proposta que acaba com a saída temporária de presos. Sua atuação tem gerado debates sobre a direção que o partido deve seguir em questões de segurança pública e direitos humanos.
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