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Bolsonarista fecha contrato de R$ 39 milhões com governo do Maranhão

Governo do Maranhão destina R$ 23 milhões a empresa ligada a deputado do PL, sob investigação por corrupção. Aliança entre partidos gera polêmica.

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O governo do Maranhão, liderado por Carlos Brandão, gastou mais de 23 milhões de reais com a empresa JB Construções Ltda, que está ligada a um deputado do PL, partido de Jair Bolsonaro. Além desse valor, há um contrato que pode adicionar mais 16 milhões. A JB Construções foi contratada em julho de 2023 e pertence ao pai do deputado João Batista Segundo, que já teve a empresa em seu nome. Tanto ele quanto Josimar Maranhãozinho, líder do PL no estado, estão sendo investigados por corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Maranhão Nostrum. A operação revelou que a empresa movimentou 159,7 milhões de reais entre 2014 e 2018 e atuava como intermediária em transações financeiras suspeitas. Apesar das investigações, a aliança entre o PL e o PSB continua, com apoio do governador a candidatos do PL nas eleições municipais de 2024, levantando preocupações sobre a ética nas relações entre os partidos e as empresas contratadas.

O governo do Maranhão, sob a liderança de Carlos Brandão (PSB), já desembolsou mais de R$ 23 milhões para a empresa JB Construções Ltda, vinculada a um deputado do PL, partido de Jair Bolsonaro. O contrato prevê um adicional de R$ 16 milhões, além de possíveis prorrogações. A aliança entre o PL e o PSB, formalizada em janeiro de 2023, inclui apoio em votações e a cessão de secretarias.

A JB Construções, contratada em julho de 2023, é de propriedade do pai do deputado João Batista Segundo (PL), que, antes de assumir o cargo, tinha a empresa em seu nome. Tanto Josimar Maranhãozinho, líder do PL no Maranhão, quanto João Batista Segundo foram alvos da Operação Maranhão Nostrum, que investiga corrupção e lavagem de dinheiro. Em 2021, João Batista foi preso por posse ilegal de arma durante a operação.

Investigações em Andamento

A operação revelou que a JB Construções estava envolvida em um esquema que movimentou R$ 159,7 milhões entre 2014 e 2018. O Ministério Público do Maranhão (MP) apontou que a empresa atuava como intermediária em transações financeiras suspeitas ligadas a Josimar e seus associados. O MP também destacou que a empresa recebeu valores significativos de pessoas ligadas ao parlamentar, que seriam parte de um núcleo de “laranjas”.

A parceria entre o PL e o PSB, embora tenha gerado descontentamento em Brasília, foi sustentada por Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Em 2024, essa aliança se refletiu nas eleições municipais, com o apoio do governador a candidatos do PL em várias cidades do interior. A situação levanta questões sobre a transparência e a ética nas relações entre os partidos e as empresas contratadas pelo governo.

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