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Bolsonaro e a noção de ‘minoria majoritária’ na eleição de 2022, diz professor

Bolsonarismo e a noção de "minoria majoritária": aliados sabiam da derrota em 2022, mas relutaram em aceitar. Análise de Beto Vasques.

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Beto Vasques, professor da FESPSP, comentou sobre a ideia de “minoria majoritária” no bolsonarismo, afirmando que Jair Bolsonaro se sentiu vitorioso antes da eleição de 2022, mesmo sabendo que poderia perder. Ele destacou que, apesar da euforia dos apoiadores de Bolsonaro, a extrema-direita não busca realmente ser a maioria. Vasques usou o exemplo da postura de Bolsonaro em relação às vacinas contra a Covid-19, onde ele não se importou em perder apoio popular por manter suas convicções. O professor também mencionou que aliados de Bolsonaro estavam cientes da derrota, mas relutavam em aceitar. Mensagens internas revelaram que eles não encontraram problemas nas urnas eletrônicas e reconheceram que tinham perdido, embora não quisessem admitir isso publicamente.

Beto Vasques, professor da FESPSP, analisou a noção de “minoria majoritária” no bolsonarismo durante o programa UOL News. Ele destacou que aliados de Jair Bolsonaro estavam cientes da derrota nas eleições de 2022, mas relutavam em aceitar essa realidade. Mensagens internas revelam essa consciência, contradizendo a narrativa de fraude eleitoral.

Vasques explicou que a euforia em torno de Bolsonaro, que se manifestava em seus atos, não refletia uma verdadeira maioria. Ele citou o exemplo da oposição do ex-presidente às vacinas contra a Covid-19, afirmando que Bolsonaro não buscava apoio popular, mas mantinha suas convicções. “Ele não queria o apoio de 90%, claudicando de questões que para ele eram caras,” afirmou o professor.

O professor também mencionou que a ascensão de Luiz Inácio Lula da Silva atrapalhou a dinâmica do bolsonarismo. “Os aliados de Bolsonaro sabiam que tinham perdido, mas não queriam aceitar,” disse Vasques. Ele citou uma conversa entre Mauro Cid e seu pai, onde foi reconhecido que a derrota era inevitável. As mensagens internas mostraram que não havia problemas nas urnas eletrônicas.

Além disso, Vasques comentou sobre a postura de Bolsonaro diante da violência política ocorrida em oito de janeiro, sugerindo que ele não tinha convicção de que havia sido roubado nas eleições. “Eles sabiam que tinham perdido, mas não queriam aceitar,” concluiu.

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