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Governo propõe bloqueio de plataformas digitais por omissão em crimes na internet

Novo projeto do governo prevê bloqueio de plataformas digitais por omissão em crimes, visando proteção de usuários, especialmente crianças.

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O governo brasileiro está criando um novo projeto para responsabilizar plataformas digitais, que pode levar ao bloqueio dessas redes se as empresas não agirem contra crimes na internet. Isso inclui a remoção de conteúdos abusivos, como pedofilia e venda de produtos para menores. O projeto também abrange serviços de mensagens e e-commerce. Atualmente, as plataformas só removem conteúdos ilegais com ordem judicial, mas a nova proposta permitirá que uma autoridade pública faça isso sem precisar de uma decisão do juiz. Além disso, plataformas com mais de três milhões de usuários terão que oferecer melhores proteções, como atendimento ao cliente e canais de denúncia. A discussão sobre a regulação das redes sociais ganhou destaque após o presidente Lula pedir ajuda ao governo chinês para tratar do TikTok. O Supremo Tribunal Federal também está analisando uma lei que isenta plataformas de responsabilidade por conteúdos de terceiros. O novo projeto está sendo revisado pela Casa Civil e pode ser enviado ao Congresso entre o final de maio e o início de junho.

O governo brasileiro está elaborando um novo projeto de responsabilização de plataformas digitais. A proposta prevê o bloqueio de redes sociais em casos de omissão das empresas em relação a crimes na internet. A suspensão poderá ocorrer se as plataformas não cumprirem as normas brasileiras ou ignorarem notificações sobre conteúdos abusivos.

O texto, desenvolvido pela Secretaria de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, visa combater a circulação de conteúdos ilícitos, como pedofilia, venda de produtos para menores de 18 anos e práticas relacionadas ao terrorismo. Além das redes sociais, serviços de mensagens, buscadores e e-commerce também estarão sob a nova legislação, caso aprovada pelo Congresso.

Atualmente, provedores só são obrigados a remover conteúdos criminosos com ordem judicial. O novo projeto permitirá que uma autoridade pública, ainda a ser definida, notifique as empresas sobre abusos e, em caso de descumprimento, bloqueie as plataformas sem necessidade de decisão judicial. Além disso, plataformas com mais de três milhões de usuários no Brasil terão que oferecer maior proteção aos seus usuários, incluindo canais de denúncia e atendimento ao consumidor.

Discussões em Andamento

A regulação das redes sociais voltou a ser debatida após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitar uma intervenção no TikTok ao presidente chinês Xi Jinping. O Supremo Tribunal Federal (STF) também analisa a constitucionalidade de um artigo do Marco Civil da Internet que isenta plataformas de responsabilidade por conteúdos de terceiros.

O projeto de responsabilização está sendo discutido na Casa Civil, juntamente com uma proposta do Ministério da Fazenda que visa evitar o oligopólio de grandes empresas digitais. As reuniões interministeriais têm ocorrido periodicamente, com um novo encontro agendado para a próxima semana. A expectativa é que o envio das propostas ao Congresso ocorra entre o final de maio e o início de junho.

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