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Justiça condena quatro membros do PCC por movimentação de R$ 1 bilhão em lavagem de dinheiro

Quatro membros do PCC foram condenados a até 16 anos por movimentar R$ 1 bilhão em lavagem de dinheiro entre 2018 e 2019.

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Quatro membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram condenados em São Paulo por associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que variam de 12 anos e seis meses a 16 anos e 11 meses. Eles movimentaram mais de R$ 1 bilhão entre 2018 e 2019, usando várias táticas para esconder os lucros do tráfico de drogas. Entre os condenados estão Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, que está foragido, e Odair Lopes Mazzi Júnior, chamado de Dezinho, que foi preso em julho do ano passado. As investigações mostraram que eles eram responsáveis pelo setor financeiro da facção e usavam celulares para coordenar as atividades criminosas. O juiz destacou que as provas foram suficientes para a condenação, incluindo mensagens que revelaram como o dinheiro era ocultado e movimentado. Além dos quatro, outros 13 suspeitos também foram denunciados. As investigações começaram em 2019, com apoio de promotores e da Polícia Militar, focando nos principais líderes do PCC. As defesas tentaram argumentar pela absolvição, mas isso foi rejeitado na sentença.

A Justiça de São Paulo condenou, na terça-feira, 27, quatro integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) por associação criminosa e lavagem de dinheiro. O grupo movimentou mais de R$ 1 bilhão entre janeiro de 2018 e julho de 2019, conforme denúncia do Ministério Público do Estado (MP-SP) na Operação Sharks. As penas variam de 12 anos e seis meses a 16 anos e 11 meses.

Três dos condenados já estão presos por outras condenações, incluindo lavagem de dinheiro. Entre os réus, destacam-se Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, que está foragido, e Odair Lopes Mazzi Júnior, apelidado de Dezinho. Este último, membro da cúpula do PCC, foi preso em julho de 2022 em Pernambuco.

Estratégias de Ocultação

O juiz Leonardo Valente Barreiros, da 1ª Vara de Crimes Tributários e Lavagem de Bens e Valores, afirmou que as provas foram suficientes para demonstrar que os réus ocultaram e dissimularam a origem e movimentação do dinheiro. A análise de celulares dos investigados revelou o envolvimento deles em atividades financeiras da facção, que inclui a venda de drogas e rifas.

Dezinho, com 19 anos de facção, foi flagrado orientando sobre o uso de “casas-cofre”, imóveis utilizados para esconder dinheiro. O PCC também tem adotado novas tecnologias, como fintechs e criptomoedas, para ocultar seus lucros.

Denúncias e Investigações

As investigações, iniciadas em 2019, foram conduzidas por uma força-tarefa com oito promotores de Justiça e apoio da Polícia Militar. Além dos quatro condenados, outros treze suspeitos foram denunciados, incluindo Valdeci Alves dos Santos, o Colorido, que já foi considerado o número dois do PCC nas ruas.

As defesas dos réus solicitaram a absolvição, alegando falta de provas, mas os argumentos foram refutados na sentença. As investigações revelaram que doleiros prestavam serviços aos réus para facilitar a ocultação de valores provenientes do tráfico. As estimativas indicam que o PCC lucra pelo menos U$ 1 bilhão ao ano.

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